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Quinta-feira, Setembro 30, 2004 Sinto-me liberta, de mim, da vida, do que me vai ao longe, do passado e tento seguir me libertando dos grilhões do futuro. Ainda tenho um pouco de medo. Dos instantes que surgirão, ou das minhas criações? Criamos o instante ou eles se criam sozinhos? Nos criamos juntos? Nos moldamos no espaço como se fossemos um só? Tento buscar minha quarta dimensão, minha quintessência no momento presente, que ao mesmo instante já não é mais presente, é passado. Percebo mais claramente o que quero de mim, minha harmonia e desarmonia que fazem parte de um todo que sou eu. Quero que minhas palavras sigam em desabalada, me desconstruindo, me harmonizando com os silêncios que brotam em mim, e ao mesmo tempo me fazendo gritar todo o sentido que tenho. Quero deixar meu corpo explodir em milhões de fagulhas que se misturarão às estrelas no negro céu... Ser como a poeira que vemos num dia de sol, brilhando solta no espaço, bailando livres. Sentir-me como o pólen de uma flor que se espalha com o vento, fertilizando outras mais. Quero ser forte e grande como um carvalho ancestral... Mas manter sempre a flexibilidade de um bambu, que sabe se vergar. Que a criança que sou jamais se preocupe se seu castelo de areia foi desmanchado pelas ondas, que ela sempre saiba que poderá construí-lo todas as vezes que quiser. Que eu jamais deixe de atirar de volta ao mar as estrelas que eu encontrar... Que eu jamais deixe de fazer diferença a mim mesma. :::Desabafado
às 00:21 por Anna Karenina (Paty).
Quarta-feira, Setembro 29, 2004 ![]() Os dias passam lentos e eu vou seguindo na mesma lentidão, tento não correr pra não correr o risco de tropeçar e me esburrachar no chão, como é de costume. No trabalho tudo meio que igual, mas menos chato, depois das férias. E o cursinho tb vai indo lento, mas eu tou correndo com as leituras e deixando o povo de cabelo em pé de tanto que eu pergunto. Ás vezes eu sou mto lenta, quase sempre, mas há tempos que eu ando querendo me apressar em certas coisas. Mas sei que nem sempre dá querer seguir o ritmo que eu quero, então vou seguindo o rio... E acho que estou no caminho certo.... Ando sorrindo bem mais e sei que vou chegar onde eu quero... :::Desabafado
às 00:40 por Anna Karenina (Paty).
Terça-feira, Setembro 28, 2004
A primavera jorra lá fora, e eu a colho em meu corpo, com seu sons e cheiros tão peculiares. Sorvo a exuberância de suas flores tão vivas, de suas cores que explodem numa harmonia sem fim. Deixo o dia entrar em minha pele, me fazendo brilhar com o sol explodindo no ventre. E na noite quente que amanhece escurecendo o dia, que adormece lentamente, eu deixo a lua azul, que nada tem de fria, brilhar em meus olhos... e minha boca sorri o sonho calmo e tranqüilo das tardes de primavera.... By Me PS: As tulipas são para a minha irmã do coração: Ana Flávia!!!!!!!! :::Desabafado
às 00:09 por Anna Karenina (Paty).
Domingo, Setembro 26, 2004 Quem conta um conto, sempre aumenta um ponto.... Maria Julio mais uma vez tentaria, e com toda certeza Maria sairia pela tangente, sem lhe falar nenhuma palavra direta e explícita sobre sua vida. Ele não entendia essa obstinação que ela tinha em não dizer nada além de coisas triviais sobre sua vida. Ele, ao contrário, se abrira inteiro com ela, e sentia que merecia o mesmo tratamento, já que, acima de tudo, queria o bem dela, sua segurança e nada nesse mundo, se dependesse dele, a magoaria mais. No entanto ela era mais turrona do que mula quando empaca! Mas iria quebrar essa resistência dela, sabia ser paciente e continuaria agindo devagar. Ficara de esperá-la na saída da faculdade, como de costume e já estava atrasado. Quando chegou ao local combinado, de longe ele a avistou sentada em um banco, a sua espera. Desceu do carro e foi encontrá-la e foi surpreendido por uma Maria, que era sempre sorridente, de cabeça baixa, chorando baixinho. Era de partir o coração, vê-la ali, tão frágil, como ele sempre a vira, apesar de adorar sua audácia e coragem para muitas coisas que ele mesmo julgava perigosas. Logo se sentou ao seu lado e a abraçou. Sentiu que ela se encolhera em seu colo e não mais segurava os soluços que sacudiam todo o seu corpo. Resolveu não perguntar nada e deixar que ela aliviasse o que lhe ia à alma, pra depois, mais calma, poderem conversar sobre o ocorrido. Passados alguns minutos e notando que ela respirava mais calma e já não chorava, ele a virou, fazendo-a olhar pra ele, enxugou suas faces molhadas e delicadamente a convidou a saírem dali para um lugar mais tranqüilo e longe de olhares curiosos. Ela balançou afirmativamente a cabeça e lentamente o seguiu até o carro. Seguiram para a casa de Julio. Ao chegarem, ele a acomodou no sofá e foi buscar um copo d¿água, para que ela se tranqüilizasse. Ela não quis e pediu uma dose de algo forte. Julio estranhou, mas mesmo assim serviu uma taça de vinho tinto a ela, que sorveu de um único gole. Não podendo mais esperar ele perguntou aflito o que tinha acontecido, porque ela se encontrava naquele estado. E evasivamente ela disse que não foi nada demais. Que estava melhor e que tinha sido uma boba dramática. A essa resposta Julio sentiu o sangue ferver, ele vira o estado em que ela estava, sentiu toda sua tristeza e não poderia mais aceitar que ela não lhe contasse o que ocorria. Sentou-se a sua frente e foi claro, expondo sua preocupação e ressentimento com todo o abismo em que ela teimava em colocar diante deles. Maria disse que não colocava nada entre eles, só que não tinha dever algum em falar de seu passado, em contar-lhe cada detalhe de sua vida e que além de tudo, não queria mais ficar se recordando. Não queria mais deixar que nenhum fantasma do passado viesse atormentá-la, ainda mais depois de ter lutado tanto para esquecer, para não deixar que ninguém soubesse de nada. Porque ele não entendia e não respeitava a sua vontade? Tinham um bom relacionamento, onde ela não lhe questionava sobre seu passado, que deixava claro que o importante era viver, e bem, o presente, com bom humor e leveza. Mas Julio não admitia, queria entrar em sua carne, desvendar sua alma, colher sua mente e fazê-la falar o que ela não queria mais recordar, já bastava a situação de hoje que lhe trouxera algumas lembranças que achou superadas. Sem mais querer discutir o assunto, Maria se levantou e disse que iria pra casa, quando as coisas tivessem mais calmas, ela ligaria pra ele. Mas Julio a segurou pelos braços, sacudindo-a com força, exigindo que ela botasse pra fora tudo o que ele queria saber, ele não suportava mais viver com a angústia de não saber ao certo quem era a mulher que amava e que dentro em breve seria sua esposa. Maria se assustara, pois nunca o vira reagir dessa forma. Julio sempre fora paciente e mais calmo, mesmo quando mostrava seu temperamento radical e moralista para muitas situações que discutiam. Ele começou a gritar, sacudindo-a cada vez mais forte, enquanto ela pedia que ele parasse que a estava machucando. Devido o susto Maria foi ficando histérica, e começou a falar coisas desconexas enquanto as lágrimas corriam livremente por sua face novamente. Num caminho sem volta ela começou a falar de tudo que acontecera em sua vida, do abuso que sofria quando criança, do tio que a tocava e sempre dizia que era carinho de tio, e que ela sempre escondera do pai, por saber que este poderia fazer algum ato insensato e acabar com sua família. Falou das tentativas de estupro que sofreu aos quinze anos e que quase terminou em tragédia, porque ela resolveu contar para sua amiga, que inconformada com o caso ter acontecido em sua casa, ameaçou o sujeito com uma arma, e se não fosse Maria se colocar na frente dela, ela teria atirado. Falou dos assédios freqüentes dos amigos de seu pai, que sempre queriam fazer dela amante. Atordoado com a enxurrada de confissões escabrosas, Julio só tentava se manter em pé, para não deixar que Maria desmoronasse em sua crise. E ela continuou falando de tudo o que mantinha dentro de si, sempre para tentar proteger alguém. Do vício de drogas do irmão, das dívidas que adquiria para poder pagar ao traficante que vivia por ameaçá-lo, dos amores que ela sempre viu partir sem uma palavra sequer que lhe deixasse mais calma, das acusações de irresponsável por adquirir dívidas que não podia pagar. Contou das vezes que assumia culpas que não eram suas para salvar a pele de outras pessoas que teriam muito mais a perder do que ela, se a verdade viessem à tona. Do filho que perdera e mantivera em segredo até mesmo da família, para que não fosse mais um problema pra eles. Não querendo mais vê-la sofrer, Julio a abraçou, pedindo para que ela não dissesse mais nada que tudo tinha acabado, que dali pra frente ele estaria sempre ao lado dela e que nunca mais ela precisaria se recordar de nada. Ela se afastou dele, o olhou com um olhar perdido, mas cheio de uma resolução que o assustou. Tremendo, ele ouviu ela dizer que não era mais pra que ele a procurasse, que não haveria mais casamento, e retirando a aliança, colocou-a em cima da mesa e foi saindo em direção à porta. Atônito com tudo, Julio ainda tentou impedi-la de sair, e perguntou o porque de tomar uma decisão assim tão radical... Ela o olhou nos olhos, com uma lágrima ainda brilhando na face e lhe disse que o passado ela queria deixar pra trás, mas que ele seria sempre o elo entre seu passado e ela, que ele sempre tentaria trazê-lo à tona. E ela queria viver em paz... Soltando-se das mãos de Julio, Maria se afastou, saiu pela porta fechando-a devagar, enquanto dentro do apartamento, Julio lutava para saber o que fazer... Estava desnorteado, sem rumo, tudo desabara de repente e ele não sabia por onde começar a arrumar tudo. Tentou várias vezes falar com Maria, mas nunca a encontrava. Ficou sabendo que ela tinha viajado, sem dizer pra onde. Ele estava fora de si sentia-se arrependido de tê-la pressionado tanto, a queria de volta. No entanto numa noite longa, onde ruminava o ódio por aqueles que abusaram de Maria, ele num ímpeto, conseguiu entender sua atitude. Reconheceu que jamais deixaria de tentar punir cada um deles. Entendeu que seria sempre um algoz, trazendo de volta a ela toda a dor da qual ela lutava com toda sua força para esquecer. Decidiu não procurá-la mais... Soube que seria melhor deixar que Maria vivesse a vida que escolheu, com seus sonhos, sua fantasia de que tudo na vida é ensinamento e tem seu lado bom e, principalmente, sua alegria que, apesar de tudo por que passara, era simplesmente genuína. By My Self.... :::Desabafado
às 21:44 por Anna Karenina (Paty).
Sábado, Setembro 25, 2004
Danço... Como a bailarina que se perde em meio ao palco. Danço como quem erra o compasso e no espaço em branco procura achar o ritmo exato... Danço o balé dos loucos, que na loucura sempre se encontra com a perfeita sanidade. Insanamente deslizo entre as palavras, que são perfeitamente desconexas para desalentado descompasso.... Por acaso, vejo o espaço vago, recheado de palavras tortas e pés descalços. Vejo os passos passados, o rastro do futuro ao meu encalço... Assim me descalço, desarmo e danço novamente pra achar, no teu compasso, meu desembaraço....... By Me... :::Desabafado
às 00:40 por Anna Karenina (Paty).
Sexta-feira, Setembro 24, 2004 ?Por favor, eu sei que fiz tudo errado, que não mereço nem que você me olhe, mas eu não sei dizer o que sinto, não consigo ficar longe de você. De te querer ao meu lado, mesmo sem saber o que é isso...? ?Você é uma criança sapeca e ao mesmo tempo uma mulher inteira... case-se comigo?!? ?Você é a mulher da minha vida, vou te amar pra sempre e sempre cada vez mais até que estejamos velhinhos!? ??Diga meu amor, pois eu preciso escolher, apagar as luzes ficar perto de você, ou aproveitar a solidão do amanhecer pra ver tudo aquilo que eu tenho que saber?... Obrigada, você me ensinou a chorar e amar!? ?Nem se eu a seqüestrasse você ficaria comigo, pois sempre daria um jeito de fugir, como sempre fugiu dos meus pedidos...? ?Por favor, só leia quando eu tiver ido embora, ta bom?! *** Eu te amo....? ?Calma Meu Amor, a gente vai conseguir arrumar... Você ouviu? Não, não, não foi um ato falho, Eu te amo!!!? ?Yebo, Yebo, Yebo...? (Te amo, em um dialeto africano!) ?Só posso dizer que te amo cada vez mais, e tenho medo de ficar sozinho de novo. Faz parte de mim menina... Te amo hoje e sempre.? Sim, cada uma dessas palavras me foi dita num momento muito especial, em que eu tenho a plena certeza de que estava sendo real, mesmo com toda magia do momento. Cada uma dessas palavras ficou gravada em minha mente, e muitas vezes ressoa em doce reverberação em meus ouvidos. Cada uma dessas frases me foi dita por alguém que logo em seguida saiu da minha vida. E muitas vezes eu fiquei me perguntando se tudo o que tinha sido dito não passava de uma grande mentira. Mas hoje eu sei que não, que foi verdadeiro, sinto que o amor estava mesmo entre nossos lábios, na troca de olhares, nas mãos úmidas, no abraço quente, nas lágrimas de despedida... Cada um deles passou, mas cada um me deixou uma parte de si, mesmo que nem têm se dado conta disso. E pra mim, é muito bom relembrar, sentir que em algum momento da minha vida alguém me amou e me disse, à sua maneira, desse amor... Não estou triste, nem queria que me dissessem novamente essas palavras. Eu só queria poder ouvir palavras novas, sussurradas em meus ouvidos... :::Desabafado
às 00:23 por Anna Karenina (Paty).
Quinta-feira, Setembro 23, 2004 ![]() Sou as palavras de amor que em sutil displicência você não disse. Sou o morango não provado, que acentuaria o gosto do teu champagne. Sou o beijo suave que teus lábios chegaram a provar, mas que deixou passar por medo. Sou o suor que não escorreu pela tua pele na hora do amor que chegou tarde demais. Sou o sorriso que não brilhou em teus olhos por não me ver dormindo totalmente entregue ao teu lado. Sou a palavra que sussurra em teus ouvidos surdos. Sou a boca que bebe a madrugada tentando sorver o teu sabor perdido em cada estrela que cai. Sou a ingênua que busca a paz na insanidade de seus cabelos castanhos. Sou a louca que brinca com quimeras que eu mesmo invento tentando fazer delas uma doce realidade... :::Desabafado
às 00:05 por Anna Karenina (Paty).
Quarta-feira, Setembro 22, 2004 ![]() De meus dedos deixo a vida fluir nessa tela em branco que me pinto em cores neutras e berrantes... Cores que me agigantam e que me deixam pequena... Nem sempre pinto com as lágrimas o sorriso exposto, e muitas vezes sorrio para beber o que me vai na alma e que teimosamente rola pela face. Me estreito nos braços da vida, como criança com medo, só querendo um colo, um abraço que me proteja e que ao mesmo tempo me projete. Que me lance para fora de mim, para um mundo maior do que o que crio constantemente em meu quarto escuro e tão estreito. Mas que me traga de volta ao teu seio... Hoje eu sinceramente não sei o que dizer.... Melhor me calar... :::Desabafado
às 03:11 por Anna Karenina (Paty).
Terça-feira, Setembro 21, 2004
MOTIVO Eu canto porque o instante existe e a minha vida está completa. Não sou alegre nem sou triste: sou poeta. Irmão das coisas fugidias, não sinto gôzo nem tormento. Atravesso noites e dias no vento. Si desmorono ou si edifico, si permaneço ou me desfaço, - não sei, não sei. Não sei si fico ou passo. Sei que canto. E a canção é tudo. Tem sangue eterno a asa ritmada. E um dia sei que estarei mudo: - mais nada. A Viagem ¿ Cecília Meireles. Essa é pra você, que às vezes some e que sempre assume que se acha, mesmo só achando... Essa é pra você, que desce o rio caudaloso e quente, sempre sorrindo, nesse rio que passa por você e tem sua curva em mim... Essa é pra você que, com toda certeza, é um homem de bem, que reaparece, mesmo pagando o preço, só para me fazer o bem... :::Desabafado
às 00:08 por Anna Karenina (Paty).
Segunda-feira, Setembro 20, 2004 ![]() Choveu ontem... E diferentemente do que eu imaginava que faria, fiquei um bom tempo sentada na rede, olhando pra ela cair, como se fosse sal, misturado à pedras preciosas tão límpidas quanto as lágrimas que muitas vezes teimam em rolar pela minha face. Pela primeira vez não tive pressa de que ela logo acabasse eu não pudesse me banhar... fiquei olhando, sorvendo o que podia de tudo o que ela deixava no ar pra mim. Aos poucos mergulhei na noite e me banhei. Entreguei, como sempre, a alma a esse banho noturno que tanta paz me traz, viajei em estrelas cadentes, colhendo sonhos na lua e inundando o peito de silêncios e o ventre de borboletas lunáticas, mas que nada tem de estáticas... Aterrizei serenamente em meu leito, e com a pele banhada pela paz da alma, adormeci cegamente..... :::Desabafado
às 00:22 por Anna Karenina (Paty).
Sexta-feira, Setembro 17, 2004 Borboleteando freneticamente em teu estômago meu desejo entorpece-lhe os sentidos, minha língua percorrendo meus lábios macios e escorregadios deixando-o lânguido e a boca seca pede que a minha o umidifique. Meus seios túrgidos são deleite para teus olhos vorazes e tuas mãos num frenesi chegam perto, a boliná-los sentindo o calor macio da minha aureola rosada. Tuas mãos percorrendo meus ombros, roçando levemente a unha pela pele em brasa, traçando com a língua a trilha do meu desejo, abrindo caminho pelo meu corpo inteiro... Em desatino me quer penetrar, e nem se preocupa com o lugar. Quer se derramar todo em mim,o seu suor, o sumo do teu desejo, o teu sêmem em gozo... Cola sua boca à minha... a minha colada a sua, enquanto as mãos se divertem pela trilha aberta, pela fenda recém descoberta... Sua boca atende ao meu pedido e se cola em meu sexo... Sua língua em meu interior sentindo meus sabores mais íntimos meus cheiros secretos... Me quer inteira... exterior e interior, meu amor que pode ter qualquer cor, cheiro ou calor.. Quer um amor desbravador. Em volúpia, se sente como um vulcão... e já não mais controla seu magma quente, ardente, o gozo por um triz, mas prolonga o prazer deliciosamente, pois quer ter o máximo do meu prazer.. Explode em mim, e em cada canto sua lava me marca. E assim nos esvaziamos e nos preenchemos de nós... Plenos, lhe entrego meu colo, para que adormeças seguro do mundo, pleno de mim.... By Me Em muitas das minhas conversas com o Lobo a respeito do nosso ato de escrever eu sempre afirmava que seria incapaz de escrever contos, o que ele faz com maestria, seja com temas eróticos ou de humor. E ele sempre dizia que eu poderia sim escrever, e muito melhor que ele (exagerado!!), ainda mais com a sensualidade que eu deixava transparecer em minhas poesias. Bom, depois de falarmos ainda mais sobre um conto "erótimo" que ele escreveu, ele me pediu para escrever pra ele uma poesia erótica, com os termos fortes. Me desesperei... nunca tinha pensado nisso... Fiquei acanhada, não via como conseguir. Mas gostei do desafio de sair um pouco do sério e tentei. Consegui.. E ele adorou! Mas elas eram impublicáveis nesse espaço que é mais que pessoal. Então um dia eu, não sei bem o porquê, escrevi sobre mim, como sempre, só que em terceira pessoa. E não é que o danado do Lobo me convenceu que era conto??? E claro, pegou tanto no meu pé que eu destampei a escrever, só que diferente de tudo o que já tinha feito. Comecei a escrever contos eróticos. Não queria chamar atenção ou qualquer outra coisa, mas falar de encontros, sonhos, desejos, da forma como eles realemtne são vividos, com as palavras que a maioria de nós usamos. E pelo visto andei conseguindo e me arrisco a dizer que nunca fui vulgar, mesmo usando os termos mais xulos ou vulgares pra muitas pessoas. Toda essa explicação é só para justificar a poesia ali de cima, que´foi feita de forma especial, e que de certa forma não caberia aqui, mas eu acho que como ela faz parte desse meu momento "meigo/sensual", como me disse um amigo, eu quis dividir aqui também. Não vou tornar esse espaço algo erótico não... Mas quem quiser conhecer, esse meu outro lado é só ir no cantinho Sonhos e Desejos e lá terão outro tipo de escrita que faço... Mas não pensem que estarão encontrando descrições da minha vida sexual, porque a coisa não bem assim... rs :::Desabafado
às 00:39 por Anna Karenina (Paty).
Quinta-feira, Setembro 16, 2004 ![]() Ele a observa silencioso, ela está extatica, até que num passe de mágica ela ganha movimento, e ele se encanta ainda mais, e passa do silêncio ás carícias ditas em palavras doces e sussurradas.. Palavras diretas, sem medo, sem sonhos só desejos se explicitando. O suor pela pele, o sorriso na face a boca seca e no fim, carinhos se tocando na leveza da brisa noturna, corpos se encontrando em todos os ângulos e todo o corpo trêmulo... Os sorrisos alegres e tímidos, a face dela, toda angelical e meiga, mas ao mesmo tempo sexy e sensual a deixando perfeita para a realização de todo o desejo surgido nessa noite de lua cheia... Na verdade ele não sabia ao certo qual era a fase da lua, mas com certeza ela estava também cheia de desejo.... :::Desabafado
às 02:15 por Anna Karenina (Paty).
Quarta-feira, Setembro 15, 2004 Há algum tempo eu tive o prazer enorme de conhecer o Buca. E quase caí pra trás quando ele me disse que era cineasta. Achei o máximo, mas ao mesmo tempo me assustei. Esses caras sempre são intelectuais, inteligentérrimos, achei que nem fosse dar muita bola pras minhas escritas. Mas eu me surpreendi. E estamos formando nossa amizade com o barro que pegamos nas margens dos rios que a vida nos leva...Mas não é bem dessa amizade que eu quero falar não. Quero dizer que o Buca, está lançando o seu primeiro filme, não é um curta, nem mesmo um longa... é está no meio termo. E eu não poderia de deixar de falar dele aqui, claro! Um apaixonado por cinema e que é mais um brasileiro mostrando os valores de um mundo simples e cheio de lutas e valores, que quase todo o Brasil desconhece. Vale á pena procurarmos ver com mais cuidado... O filme Fabião das Queimadas ¿ O Poeta da Liberdade mostra a luta do poeta contra um de seus maiores algozes: a escravidão. Fabião Hermenegildo Ferreira da Rocha, popularmente conhecido por Fabião das Queimadas, nasceu em 1848, no município de Santa Cruz (hoje Lagoa de Velhos), mas posteriormente veio a habitar sucessivamente nos municípios de São Tomé, Sítio Novo e finalmente em Barcelona. O folclorista Câmara Cascudo, no seu livro Vaqueiro e Cantadores, descreve o tipo físico do poeta. Ele era um negro baixo, entroncado, robusto, de larga cara "apratada" e risonha, nariz de congolês. Tinha os olhos tristes de escravo, conservava a dentadura intacta e um bom - humor perene. Nascido escravo, muito jovem o poeta percebeu que para comprar a alforria dele, da mãe e da sobrinha, precisaria usar o dom poético que Deus lhe deu. O notável poeta foi empregado do major José Ferreira, nas Queimadas, localizado nas férteis terras de Lagoa de Velhos; Fabião, primeiro que tudo foi agricultor e vaqueiro, aonde mais tarde veio a comprar uma pequena propriedade no Riacho Fundo, município de Barcelona. Aos dezoito anos de idade, o poeta não se conteve e com algumas economias que fez no trabalho da agricultura, comprou uma rabeca, pois essa rabeca passava a ser um instrumento não musical, mas com ela saiu cantando e tocando suas toadas e seus repentes pelas vaquejadas, pelas casas e povoados simples de sua região. Com esse propósito o poeta conseguiu ganhar dinheiro o suficiente para comprar a sua própria liberdade por 800$000 (oitocentos mil réis) e posteriormente a de sua mãe, Antônia e de uma sobrinha, Joaquina Ferreira da Silva, conhecida como "Sinhaninha" com a qual o poeta casou e tiveram quinze filhos. Fabião das Queimadas morreu aos 80 anos de idade, em 1928, vitimado pelo tétano quando se feriu num espinho de macambira quando viajava montado em um burro. Deixou inúmeros romances sobre bois e cavalos de sua região. O filme tem pre-estréia marcada para as 7 da noite dessa quinta-feira, no auditório da FIERN (Federação das Indústrias do RN), juntamente com o lançamento do DocTV II. O filme tem uma hora de duração e parte da equipe é: Direção: Buca Dantas Assistente de direção: Geraldo Cavalcanti Roteiro: Buca Dantas/ Geraldo Cavalcanti Fotografia: Marquinhos Figurino: Nestomádenes Maquiagem: Nalva Melo Montagem: Rodrigo Fernandes Elenco: Pedro Tiê (Fabião menino) Messias Domingos (Fabião adulto e idoso) Grimário Farias (Cel. Zé Ferreira) Tony Silva (Joana) Henrique Fontes (Padre) Beto Vieira (Cirilo) Tarcísio Gurgel (Tarcísio) Titina (Tetê Salustino) Márcio Otávio (Cel. Zé Bezerra) :::Desabafado
às 00:19 por Anna Karenina (Paty).
Terça-feira, Setembro 14, 2004 Dia pesado Mente turva O sono presente Atrapalhando-me. Onde encostava queria dormir Mas a obrigação eu tinha Que cumprir. Com esforço quase Sobre humano Cheguei ao fim E em casa caí na Cama e adormeci... By me... Hoje tentei fazer como o Alexandre e poetizar meu dia simplesmente, falar do cotidiano simples de forma simples e rimada, mas nem consegui. Só deu nessa brincadeirinha aí de cima. Mas o resumo do dia foi esse mesmo. Algumas pessoas até queriam que eu fosse me benzer, achando que era mau olhado. Mas a noite eu recebi vários presentinhos que me deixaram pra lá de animada e mto feliz... Veio tudo num pacote lá dos EUA, que meu mano e minha cunhada mandaram. No pacote vieram uma super webcam (uhuuuuu!!!), um cachecol maravilhoso que ficará guardadinho para o próximo inverno, uma caneca maravilhooooosa, do jeitinho que eu adoro! E o Cris, meu outro mano, ainda me deu uma caneta lindona... É, tou bem felizinha mesmo... e a lesera maior passou!! :oD :::Desabafado
às 00:41 por Anna Karenina (Paty).
Segunda-feira, Setembro 13, 2004 ![]() A noite está lá fora me olhando, como se eu fosse um sol que se expandisse no olhar de cada estrela que também me espia, curiosa. Não temo a noite, porque ela deixa que a insanidade me percorra salvando-me da minha sanidade irrestrita e de meus pensamentos que me gritam em cada silêncio que tenho nos cantos da mente. Não a temo, pois sei que se a temer ela me tragará inteira e não quero ser totalmente possuída nem mesmo por ela. Só temo que em minha fuga,esse medo acabe por colar-se em minha pele, como uma cicatriz a me queimar a carne fazendo-me sangrar como a chuva que eu gostaria que estivesse caindo lá fora. Uma chuva púrpura que escorregasse por meus pensamentos, me lavando da mente, me tirando de dentro de mim e me deixando flutuar leve pela noite que escorre leitosa do meu ventre maduro. Não procuro mais entender o que sou ou o que não desejo. Quero poder olhar-me no espelho, mas não perder-me nele.... :::Desabafado
às 01:03 por Anna Karenina (Paty).
Sábado, Setembro 11, 2004 Um dia teu olhar encontrará o meu, faminto de te olhar... Tuas mãos sentirão as minhas, úmidas de te sonhar... Tua boca sentirá a minha, pronta pra te amar... Teu corpo o meu encontrará pronto pra voar.... By Me... :::Desabafado
às 01:16 por Anna Karenina (Paty).
Quinta-feira, Setembro 09, 2004 ![]() Procura-se um amor urgente! Capaz de fazer palpitar o mais indiferente dos corações. Não há que ser tão belo ou inteligente, mas há que roubar os sentindos e confundir as emoções. Procura-se um amor que só queira de presente a presença do ser amado. Que confidencie a ele as melhores aventuras e os piores pecados. Que saiba sempre perdoar e pedir perdão, que saiba ser amante e companheiro na mesma proporção. Procura-se um amor que não tenha prazo de validade ou contra-indicação. Que não queira em troca de seu amor a liberdade do ser amado em questão. Que só exija soluções para o que possa ser solucionado, que não crie uma catástrofe caso um "Bom dia" não lhe seja dado. Não há que saber lavar, ou passar, nem fazer um espaguete perfeitamente, mas há que saber decifrar pelo olhar o que o sua companheira sente. Não há que ter dotes artísticos ou nenhuma outra vocação, mas há que saber a cada dia somar mais amor dentro do coração. Procura-se um amor que seja capaz de enfrentar o mundo para impedir sua amada de derramar uma só lágrima de tristeza ou dor. Que sofra e sorria com ela, mas que saiba amenizar seu sofrimento e trazer-lhe quanto mais felicidade possível for. Procura-se um amor urgente, que traga de volta à vida um agonizante coração. Que seja capaz de devolver a poetiza o seu dom e a inspiração. Não há que ser perfeito. E caso não cumpra à risca os requisitos desse anúncio que aqui se faz, que seja apenas um amor sincero, puro e eterno e nada mais.... :::Desabafado
às 22:57 por Anna Karenina (Paty).
Quarta-feira, Setembro 08, 2004 ![]() Sentada á beira da escada ela retira as sandálias que, soltas, saem a bailar um tango sensual, selvagem. Ela sorri e se recosta sentindo a pilastra enlaçá-la num afago fraterno, enquanto vê no céu o carinho sutil entre o sol e a lua, que se tocam em tão breve espaço. Adormecida entre folhas e sonhos se deixa flutuar. Vaga entre flores que lhe enfeitam os cabelos em coroas, dança com as estrelas e os raios do sol num balé onde as serpentes se enrroscam em seus braços formando braceletes de força e fertilidade. Ela se entrega à tranquilidade da vida onírica e sorrindo acorda e recomeça a sentir a graça nas tardes de primavera. :::Desabafado
às 19:33 por Anna Karenina (Paty).
Terça-feira, Setembro 07, 2004
Ando a esvair-me... Na tentativa de esvaziar-me torno a me encher, e vejo-me transbordar esparramando-me, escorrendo por entre meus dedos... Mas continuo a encher-me, e não sei dizer o que há em mim. Só sinto esse vazio, inundado e cheio que não sei de onde vem... By Me... :::Desabafado
às 22:04 por Anna Karenina (Paty).
Segunda-feira, Setembro 06, 2004 ![]() Já são quase 3:00 da manhã e eu não consigo dormir... Se fosse ontem ou qualquer outro dia atrás, não me importaria, já que não teria que levantar cedo pra ir trabalhar. Mas daqui a pouco eu tenho que recomeçar. Não acho de todo ruim voltar... Mas não consigo dormir. Li um livro inteiro, Porcos com Asas, um livro italiano (não, claro que não sei italiano!), falando das crises e descobertas de adolescentes politizados e revolucionários numa Itália que não precisei muito a época. E ao final, o epílogo, termina com duas cartas. Eu fiquei me lembrando de algumas passagens da minha vida, de comportamentos, pessoas e claro, acabei me lembrando de você.. E o mais estranho foi sentir medo. Extamente do que eu não sei, mas basicamente de te perder.. É, eu sei que é estranho.. como perder algo que não tenho? Ou como não aceitar que já temos algo (a amizade, ou quem sabe algo mais.. já é algo não é?) e não temer perder? Ah sim, sou meio louca, mas não mordo tão forte assim! A questão é... sou uma mulher legal, alto astral sempre com uma tirada de bom humor, que fala o que pensa e procura agir da forma como acha certo também.. isso atraí, mas também repele quase com a mesma força, se bem que, a força de alguns empurrões me derrubaram feio! Mas enfim, não sei direito o que fazer quando tenho medo, quando quero colo, quando quero dizer que você é especial pra mim, sem saber direito e de onde surge tudo isso... Tenho medo de você temer e fugir também, como todos os outros, e ao mesmo tempo te vejo igual a mim, com a mesma forma de pensar e de agir, te vejo também carente e bem humorado, que gosta de contar seus causos e de ouvir, que é muitas vezes tão avoado quanto eu, ou se faz de avoado pra se safar.. rs. Usa a máscara de workaholic quando é conveniente, mas não por maldade, é porque muitas vezes deixa-a tão agarrada a carne que se esquece que está com ela, e ama tanto o que faz que se desprende do mundo e se aventura em tuas próprias fantasias... Essas fantasias que me atiçam e ao mesmo tempo me fazem temer, porque sou do tipo que também acredita em fantasias, encantamentos e simplicidade... E o mais engraçado, pra não dizer o pior, eu acabo também criando fantasias encantadoramente simples! Toda essa falta de lógica, ou excesso dela, é só pra te dizer que gosto de você, e que hoje, tive medo grande de te assustar e te fazer sumir.. não sei porque .. pode ser a TPM sim, claro, porque não??? Mas sei lá... Eu só tinha que te dizer... Gosto muito de você... :::Desabafado
às 03:30 por Anna Karenina (Paty).
Domingo, Setembro 05, 2004
lábio Língua Saliva Beijo... Cálido Puro Santo Caliente... Suado Apertado Profundo Ardente... Roçado Molhado Perdido Urgente... Língua Beijo Lábio Paixão... Brincadeira Sede Mãos Sedução... Tortura Carinho Vontade Ilusão... Frio Calor Desejo Amor.... By Me... :::Desabafado
às 19:32 por Anna Karenina (Paty).
Sábado, Setembro 04, 2004
Os meu olhos exigem serem bebidos pelos teus... Os meu ombros reclamam a falta que faz o manto dos abraços teus... Os meus seios anseiam o contato com o peito teu... O meu ventre anda doido a recolher relâmpagos que possam aplacar a falta do corpo teu.... By Me... :::Desabafado
às 00:31 por Anna Karenina (Paty).
Sexta-feira, Setembro 03, 2004 ![]() Minha memória é algo péssimo para uma série de coisas, geralmente coisas muito práticas, do dia a dia, mas também outras coisas mais importantes do que simples detalhes que podem ser perdidos com facilidade no dia a dia. Não é a toa que muitas amigas me reconhecem como Dori!! Mas também é fato que sei guardar muitas lembranças. E que cada uma delas me traz uma vida de volta a cada segundo que me recordo. Ontem a noite eu estava muito mal... muito triste e também sentindo um peso estranho no corpo, e acabei chorando muito lembrando de muitas coisas que vieram à tona sem pedir passagem... Uma amiga me pediu ajuda e eu simplesmente não consegui disfarçar, não consegui dizer a ela as coisas que ela queria e precisava ouvir, simplesmente disse que também estava mal. E seguiu-se uma série de brincadeiras em cima do tema, porque graças a Deus, ela tem um humor excelente, até mesmo o negro. Mas não conversamos muito, nossa conexão nos boicotou. Conversei com outra amiga, que também não estava muito feliz... havia perdido uma chance de trabalho... ao menos pra ela eu consegui dizer que algo melhor surgirá... Outra apareceu e tinha companhias estranhas a rondando.. e eu a aconselhei a rezar. E nesse momento eu percebi algo que há tempos tinha me esquecido... não de rezar, isso eu sempre faço, ao meu modo, nas minhas conversas diárias... Mas esqueci da minha oração pessoal, do meu cuidado para comigo mesmo, do meu ritual. Às duas horas da manhã eu me levantei e fui em direção ao banheiro as luzes apagadas, uma vela gasta acessa, e a água morna escorrendo lentamente pelo meu corpo.... Me entreguei a esse banho, entreguei-me a ele como uma criança recém-nascida se entrega aos cuidados da mãe. Naquele espaço deixei que minhas lágrimas escorressem e falei tudo o que me doía, tudo o que eu pensava e até mesmo o que não me vinha à mente. A noite escutou quieta, sem falar nada dela pra mim... a chuva chegou trazendo o cheiro de terra ao meu pequeno cômodo, que a essa altura já tinha se transformado num campo de borboletas.... Me sentei entre elas e continuei chorando... Enfim pude acordar de todo o topor que me aturdia. Lentamente fechei a porta do sonho, me sequei e deitei em minha cama. Já era dia. Mas estava mais leve, pois tinha conseguido falar só de mim, e lá fora o sol começava seu dia a sorrir... :::Desabafado
às 00:38 por Anna Karenina (Paty).
Quinta-feira, Setembro 02, 2004 Podia sentir cada espaço se preenchendo de desejos de um sol de setembro, um sol intenso, seco, forte, que queimasse até a raíz do que não mais queria em sua pele. Limparia todo o carvão, não mais com lágrimas derramadas, mas com a chuva que escalda a noite, sedenta de umidade e delicadeza. Sente-se chegar, como pequenas marolas de sonhos... Deixa-se transbordar de sonhos, sol, chuva, saaras e oceanos sem fim. Não quer, como nunca quis, ficar à margem. Quer a profundidade, o mergulho, mesmo que nada seja seguro. Do contrário, não há desejos de se lançar tão livremente, e só restará flanar, como o pólem delicado de uma flor, que é lançado ao tempo, sem rumo, sem paradeiro.... e ficar assim em suspenso por longo tempo... Mas há, em algum lugar um porto onde, após cada mergulho, descansará aconchegada e segura de si mesma... Ao final do vôo, haverá sempre um ventre à sua espera, para juntos germinarem todos os sonhos comuns... Ao menos é o que eu espero.... :::Desabafado
às 00:15 por Anna Karenina (Paty).
Quarta-feira, Setembro 01, 2004
Se eu fosse ... Se eu fosse um mês, eu seria ... Janeiro Se eu fosse um dia da semana, seria... Sábado Se eu fosse uma hora do dia, seria... 01:00 a.m Se eu fosse um planeta, seria... Não seria, seria a lua Se eu fosse uma direção, seria ... Sul Se eu fosse um móvel, seria... Uma cama king size!!!! Se eu fosse uma figura histórica, seria... Morgana ou Joana D'arc Se eu fosse um líquido, seria... Vinho Se eu fosse uma pedra, seria... Diamante Se eu fosse uma árvore, seria... Bonzai Se eu fosse uma flor, seria... Lótus Se eu fosse um clima, seria... Frio Se eu fosse tempo, seria... Céu de brigadeiro e ou momentos de chuva. Se eu fosse um instrumento musical, seria... Violão ou gaita de fole Se eu fosse um elemento, seria... Água Se eu fosse uma cor, seria... AzuL Se eu fosse um bicho, seria... Corcel Se eu fosse um som, seria... MPB Se eu fosse uma bebida, seria... Vinho Tinto Se eu fosse uma música, seria... Chão de Giz do Zé Ramalho "Há tantas violetas velhas sem um colibri... No mais estou indo embora..." Se eu fosse um sentimento, seria... Amizade Se eu fosse um pensamento seria... Caridade Se eu fosse um medo seria... Fracasso Se eu fosse uma pergunta, seria... Quer conversar ? Se eu fosse uma resposta, seria... Sim. Pode ser! Se eu fosse um livro, seria... As Brumas de Avalon e Anna Karenina ... Se eu fosse uma comida, seria... Lazanha e japonesa Se eu fosse um lugar, seria... Porto Alegre ou Rio de Janeiro Se eu fosse um gosto, seria... Salgado. Se eu fosse um cheiro, seria... De terra molhada, assim que começa a chuva. Se eu fosse uma fruta, seria... Kiwi Se eu fosse uma palavra, seria... Borboleta ou Dragonfly Se eu fosse um objeto, seria... Caderno Se eu fosse uma roupa, seria... Vestido e chale. Se eu fosse uma parte do corpo, seria... Olhos e mãos Se eu fosse uma expressão facial, seria... Sorriso Se eu fosse um personagem de desenho animado, seria... A Dori de procurando Nemo. Se eu fosse um filme, seria...: Amélie Poulin ou Em Nome de Deus Se eu fosse uma forma, seria... Seria o símbolo do infinito. Se eu fosse um número,seria... 02 Se eu fosse um perfume, seria... Kriska Se eu fosse uma estação, seria... Outono Se eu fosse uma frase, seria... "Tudo vale à pena se a alma não é pequena." Fernando Pessoa. :::Desabafado
às 00:20 por Anna Karenina (Paty).
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