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Sábado, Outubro 30, 2004
Dos olhos da menina séria sorriem duas lágrimas que não se sabe se é da dor da desconexão ou da conexão da dor com os sorrisos que ela traz de trás do espelho. Seca com suas lágrimas os sorrisos molhados que surgem do outro lado da tela branca. Menina séria, que traz consigo a surpresa da criança diante do presente de Natal... Menina séria, que conta piadas que se faz de mala, de boba e que sempre encontra um doce na madrugada, que a traz de volta, e que depois, devolve a seus olhos a menina séria.... Bye Me... Há um tempinho atrás, na verdade não muito, eu adicionei à minha de lista de contatos do MSN a Marta, que já comentava por aqui há algum tempo também. E o mais legal, é que a conversa fluiu bem tranqüila e com uma naturalidade bem gostosa. E vimos que somos bastante parecidas em algumas coisas. Mas o que mais achei legal, foi ela ter me dito que jamais iria imaginar que fosse me achar no MSN, pois ela me achava muito séria. Pensou que por eu ser mto séria, não iria ficar "de bobeira" pelo MSN. Eu ri muito, porque nunca me passou pela cabeça que eu passasse essa idéia de ser tão séria. Tudo bem, que desde o final do ano passado o "Alma" entrou, junto comigo, na minha fase mais intimista, mas eu sou bem moleca, falo bobeira adoidado, sou completamente lesada, porque soou mais que distraída, e hoje a Doce Marta, mesmo me chamando de Menina Séria, sabe disso... E é a ela que dedico esse poemeto aí de cima.. Beijos adocicados querida e doce Marta!!! :::Desabafado
às 18:51 por Anna Karenina (Paty).
Quinta-feira, Outubro 28, 2004 Pinto minhas mãos com tinta azul e desenho em papel pardo o meu futuro azulado. Mando pra você, via correio, um destino que não sei qual é... Serás capaz de decifrar o caminho do qual me cerco? Serás capaz de decifrar-me? Mergulho em teus sonhos querendo perder-me em teus olhos castanhos, armados de preto e de uma lente que vê além. Mando meu destino de presente pra que a gente possa estar sempre presente entre as linhas que desenham os dias que passam quentes, na brisa que as borboletas deixam enquanto batem asas em seu vôo de vida... Vem com tua pele de canela, que não conheço o gosto, mas que já desenho no ar... Vem devorar-me, devora minhas linhas, curvas e memórias, mergulha em meus olhos e do outro lado do espelho, engula-me devora-me... decifra-me.... By Me... :::Desabafado
às 01:08 por Anna Karenina (Paty).
Quarta-feira, Outubro 27, 2004 Amo-te meu amor! E quanto mais o amo, Mais cresço, pois sou criança Quando penso nos beijos teus... Sou menina que se emaranha Nos pensamentos teus... E mulher que espera ter no ventre Os sonhos teus... By Me... :::Desabafado
às 01:25 por Anna Karenina (Paty).
Terça-feira, Outubro 26, 2004 ![]() Há mais ou menos umas duas semanas eu conheci o Ronaldo, um carinha bem legal que me convidou para jantar e tomar vinho no meu restaurante predileto no sábado.. Fiquei tooooda alegrinha e aceitei.. claaaro, quem sou eu pra não aceitar né?? Nem tou podendo me dar ao luxo de recusas pra sair. Ainda mais em cia masculina.. Mas enfim... Tomei meu banho de beleza no sábado, fiquei toda linda (ah.. eu achei q fiquei linda, tá!) e.... tcharaaaaaannnnnn o celular toca.. Ai que sussstoooooooooooo!!!!!!!!!! Eu tava distraída conversando com a nanda no MSN.. Mas aí atendi o cel.... Oi Paty... Oi Naldo... já tá aí na porta??? (ele tinha dito que qdo chegasse à porta da minha casa me ligaria...) Não... é.... Aconteceu alguma coisa?? É, aconteceu.. não vou poder ir te buscar... Ah.. não???? ( Meeeeeeeerrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrdaaaaaaaaaa!!!!!!!!) È, minha irmã não tá mto bem, vou levá-la ao hospital, te ligo depois, ok?? Ah, tá... tudo bem.. melhoras pra irmã.... Obrigada... tchau... bye.... Puuutzz.. vou te contar.. eu devo ter nascido cagada mesmo.... Já devia saber que quando a esmola é demais o santo desconfia, mas parece que o meu santo é mais lesado que eu, ou então adooooora se divertir às minhas custas... mas enfim... Foi.. e o pior.. o leso nem ligou mais pra mim.. tuuudo bem.. Nem queria nada mesmo!! ;oP Mas quando eu estava quase me desembelezando o Rafael (amaaaaaaaaaaaaadooo) me liga e diz que a turma do job vai toda se reunir na casa da Lô e que ele tá passando pra me pegar.. Maraviilha.. Na hora.. nem tirei o saltão 12 (aguulhaaa) afinal até eu mereço um sábado de perua né?! Às 22:30 ele me pegou em casa e lá fomos pra casa da Lô... Sem noção do quanto me diverti.. dancei muuuuuuuuuuuito, ri mais ainda.. Tou louca pra ver as fotos que o Cris tirou... ai ai... cheguei em casa às 5:00 da matina.. Sem noção da quebradeira.. rs.. Bom, agora só me resta dizer: Tks Naldoooooooooooooooooooo!!!!!!!!!!!! hehehehehehehehehe :::Desabafado
às 01:06 por Anna Karenina (Paty).
Domingo, Outubro 24, 2004 ![]() Olá meus amigos queridos e pessoas legais que passam por aqui e deixam seu carinho através de comentários. Eu ando meio sumida da net e consequentemente dos blogs também. Quando visito, evito comentar, pois não quero dar mais chance pra ninguém usar meu nome pra espalhar horrores pela net como andam fazendo. Tenho certeza que muitas pessoas já passaram por aqui e tiveram o desprazer de encontrar um comentário tosco e vulgar antes que eu pudesse deletar, porque ao contrário da pessoa que fica fazendo esse tipo de coisa, eu não tenho tempo nem $$ pra ficar o tempo todo na net. Peço desculpas a todos que leram essas obscenidades e peço desculpas também às pessoas que têm recebidos os mesmos comentários toscos assinado com o meu nome. Eu respeito demais as pessoas que conheci por aqui como a todas outras pessoas. Por esse motivo eu não retribuido comentários e nem deixado outros, e também resolvi tirar daqui os links dos blogs, pra que essa pessoa não faça mais vítimas. Eu espero que isso tudo acabe logo.... Beijos a todos.... :::Desabafado
às 21:11 por Anna Karenina (Paty).
Sábado, Outubro 23, 2004 ![]() O que se passa por trás das horas que eu deixo estranhamente escapar? O que eu faço com as horas que retenho e que não escapam de mim? O que faço comigo nas horas em que fujo das horas que escapam por entre escombros de mim? O que faço com o passar do tempo, que me desalinha de mim mesma, das horas e de todo o espaço que corre lá fora? Porque tantas perguntas me invadem, quando estou repleta de um vazio oco e quase sem sentido? Será a dor de uma saudade ou a falta de mais uma? Será a vontade de dizer algo ou a não necessidade de palavras? O que será que pensa as horas, de tanta insanidade nessas horas? :::Desabafado
às 02:27 por Anna Karenina (Paty).
Sexta-feira, Outubro 22, 2004 ![]() Ela está lá fora... Leve, fria e fina, caindo em minha pele dormente. Deixo-a molhar o que o corpo, em sua ânsia, seca de repente. Ela cai, insistente. Eu tento não deixar que a dormência me cubra. Aos poucos sinto os toques frios, finos que caem levemente em meus pêlos.... Sinto em meus olhos o tamborilar de dedos suaves, fazendo minhas retinas dançarem ao som da chuva que me molha.... :::Desabafado
às 01:06 por Anna Karenina (Paty).
Quinta-feira, Outubro 21, 2004 - Você quer? - Sim, claro! - Então vá, busque! - Mas já não sei mais como fazer... - Busque, seja como for, você pode achar o caminho quando menos esperar. - Não sei. Não consigo começar e nem sei por onde. - Pelo começo é sempre mais fácil. - Mas ai é que está! Onde está a seta de partida e a reta de chegada? - Não sei, mas sei que você pode chegar até lá. - Eu queria tanto saber também... - Vai desistir? - Ainda não sei... Não depende só de mim. - Mas faça a sua parte então. - Não sei se valerá à pena. - Ninguém nunca sabe. - É, pode ser. - Então? - O quê? - Vai tentar buscar ou não? - Estou tentando pensar a respeito... - Não pense, aja... - Não me atormente vai... Volta pra lata... - Mas... - Eu sei... Mas quero ficar só! :::Desabafado
às 01:45 por Anna Karenina (Paty).
Terça-feira, Outubro 19, 2004
Não.. Não tenho limites Sou completamente escancarada.. Nada de bordas barras ou linhas divisórias... Meu rumo é o infinito que segue segue.... By Me... :::Desabafado
às 21:58 por Anna Karenina (Paty).
Segunda-feira, Outubro 18, 2004
Ralador Roque Ferreira e Paulo César Pinheiro ¿ Amélia Rabello. Pra dor de amor eu não faço sala Amor me deixa Outro amor me embala Eu sou um coco Que seu ralador não rala Eu sou um coco Que seu ralador não rala A tristeza quando chega Se deixar ela se instala Se ela vê peito vazio Quer fazer festa de gala Mas comigo não tem jeito Ela nem desfaz a mala Que um amor quando me deixa, sinhô Tem outro em ponto de bala Pra dor de amor eu não faço sala... A tristeza a gente sente Quando o seu chicote estala Se ela vê sinal de pranto Lambe o beiço e se regala Mas meu peito não se curva A bota, tacão, bengala Meu amor que é de quilombo (iaiá, kekerê, ieiê) Não se prende em dor de senzala Pra dor de amor eu não faço sala... Sempre me permitir ficar triste com a perda de alguém, sempre me permiti sofrer a dor e deixar que ela se instalasse, ao menos por um determinado tempo, em meu coração. Sempre precisei de todas essas lições, assim como as lições que todos os sorrisos me trazem. Mas de uns bons anos pra cá, eu me delimitei um tempo. É, eu sei que parece loucura, delimitar tempo para deixar-se sangrar. Mas deu certo. Eu me permito ¿morrer¿ por 3 dias, no máximo, depois eu vou deixando a dor indo embora, mesmo que seja mais lentamente, mas não mais a represo em mim. Vai chegar um dia, em que eu terei alcançado a tranqüilidade que cita essa música que eu adoro e ou então (o que espero que realmente aconteça!) eu não precise mais chorar... :::Desabafado
às 21:24 por Anna Karenina (Paty).
Sábado, Outubro 16, 2004
Minha boca santa Muitas vezes profana O que meu profano sexo sagrada... Meu sexo sagrado nem sempre profano Nem sempre cala a boca Num beijo safado... Teus beijos, ainda sagrados Não profanaram meu sexo Que de ti ainda se mantém casto. Tua boca em silêncio Profana meus gemidos roucos De pura lascívia e amor por você... By Me... :::Desabafado
às 05:33 por Anna Karenina (Paty).
Sexta-feira, Outubro 15, 2004 ![]() As minhas contradições existem e muitas vezes afloram com muita intensidade. Eu sou fortaleza e também cristal... Há dias em que edifico e noutros ponho por terra tudo o que já foi feito. Estou querendo colo agora, alguém especial que me seduza, que cuide de mim. Mas não nego o meu colo. Sempre estou aqui, carente ou não, porque pra mim, o que importa é não ter os braços vazios. Não estou triste, só estou tentando, mudando, reconstruindo e isso ainda é um pouco doloroso. Se há algo que eu jamais vou me permitir é me acostumar a dor. Acho que o que mais gosto em mim, é essa capacidade de assumir-me como sou... Não fujo! Mas há dias em que sei que realmente sou uma fraude, mas há outros que também sei ser essa mulher maravilhosa que tanta gente diz que sou...Se fujo dessa minha verdade, como às vezes até tento, é pior, pois me perco ainda mais. Então aceito a minha pluralidade contraditória e vou tentando me encontrar nesse labirinto que sou... :::Desabafado
às 01:18 por Anna Karenina (Paty).
Quinta-feira, Outubro 14, 2004
Vou te dar pra beber Minhas lágrimas Meus sonhos Meus passos Minha mágoa... Vou te dar pra beber Meu sangue quente Fazendo da minha boca Tua mais cristalina taça Vou te dar pra beber Meu olhar insano Meu sexo mundano Minha boca santa... Assim, se quiseres; Vou dar-me pra você... By Me... :::Desabafado
às 01:21 por Anna Karenina (Paty).
Terça-feira, Outubro 12, 2004
.: Não Gosto de... :. Falta de educação, hipocrisia, comida quente, briga, futebol, suar, besteirol americano, Titanic, falsidade, mau humor, falta de higiene, encheção de saco, susto, ficar á toa por muito tempo, super-heróis, rótulos, mocinhas, regras, tiranias, mentiras, abusos, descaso, frases soltas no ar, inconveniência, ervilha, tênis, roupa apertada, uísque, drogas, inglês, falta de grana, homem grosso, indecisão, calcinha fio dental, sutiã, arrumar a casa, passar e lavar roupa, pessoas mimadas, frescura, orgulho, doce, música sertaneja, ser feita de besta, dormir vestida, me sentir usada, sapato, cidade grande, multidão, despedidas (odeio...), fim de relacionamentos ( eca, eca eca...) esperar o telefone tocar (enquanto ele insiste em não tocar!), não poder viajar, meu pai (inúmeras vezes), conchavos, amigos que começam a namorar e esquecem os amigos, preconceitos, sadismo, colchão duro, calor, visita no Domingo, formalidades, latido de cachorro (principalmente de madrugada), fazer exames médicos ( ginecológico é o pior... argh!), céu sem nuvens, amigos longe, ficar sem net ( tormento mor!!!) programação das tvs, axé(bunda) music, fanatismo, salsa e coentro(mato, eca...) gelatina, acordar cedo, cobrança, reclamações, gente que não bate á porta, não saber dirigir, poeira, ser vigiada, cebola, esperar por quem não vem, escadas em forma de caracol, altura, elevador, arrogância, que tomem decisões por mim, pimentão, não me lembrar dos nomes.... meus medos........ :::Desabafado
às 18:10 por Anna Karenina (Paty).
Segunda-feira, Outubro 11, 2004
.: GOSTO DE :. Beijo na boca, fazer amor, comer pipoca com guaraná, sorriso, borboleta, inverno, coca-cola sem gás e com espuma, girassol, amigos, outono, bom humor, chuva, banho no escuro, velas, MPB, conversas, entrelinhas, fotos em sépia e preto e branco, nus, Nelson Rodrigues, negros, gordinhos, cabelo curto, mãos, viagem, boca carnuda, mato, cachoeira, exotismo, abraço de urso, dengo, livros, surpresas boas, filmes europeus, libélulas,andar descalça, vento no rosto, cinema mudo, lua nova, crescente e cheia, dias nublados, céu estrelado, Clarice Lispector, escuro, vinho tinto, massa, inteligência, gargalhada, peixe, simplicidade, meu quarto, mensageiro do vento, sandálias, mar, andar de mãos dadas, poesia, rir de mim mesma, joaninhas, contos, sapatos certos nas pessoas certas ( esse eu explico depois...),Florbela Espanca, suco de acerola (apesar de sempre me engasgar com os fiapos...), frases feitas e ditos populares, ajudar, música (sempre...), dormir tarde e até tarde, Cecília Meireles, relógios, reticências (ninguém sabia dessa!!), pingüins, anjos, badulaques em miniatura, canecas de porcelana e louça, gérberas, Millan Kundera, bruxas, tulipas, azul, tudo o que diz respeito às mulheres, ser moleca, copos-de-leite, carinhos nas costas, ligações telefônicas durante a madrugada, Anais Nîn, sinceridade, orquídea, leite com nescau, brócolis, camarão, Rio Grande do Sul, piercing, tantrismo, Fernando Pessoa, tarot, arquétipos, erotismo, mangás, símbolos, Antigüidade, Gustav Klimt, brincos, tatoos, Morgana das Fadas, ficar à toa, Frida Khalo, fotos de amigos, cartas, Renoir, agendas antigas, ficar de pileque, sensualidade, verdade, praça, andar de moto, parque, Van Gogh, morder, fazer cócegas, sonhar, rotinas (só algumas), clássicos, acreditar nos outros, liberdade....... :::Desabafado
às 01:01 por Anna Karenina (Paty).
Domingo, Outubro 10, 2004
Eu Florbela Espanca Eu sou a que no mundo anda perdida, Eu sou a que na vida não tem norte, Sou a irmã do Sonho, e desta sorte Sou a crucificada... a dolorida... Sombra de névoa ténue e esvaecida, E que o destino, amargo, triste e forte, Impele brutalmente para a morte! Alma de luto sempre incompreendida! Sou aquela que passa e ninguém vê... Sou a que chamam triste sem o ser... Sou a que chora sem saber porquê... Sou talvez a visão que Alguém sonhou, Alguém que veio ao mundo pra me ver E que nunca na vida me encontrou! :::Desabafado
às 05:56 por Anna Karenina (Paty).
Sábado, Outubro 09, 2004 ![]() Sua puta! Vai dar em cima do namorado da vaca da sua mãe! Filha da puta! O Sergio é meu! Carol | Email | Homepage | 09-10-2004 16:22:16 Bom, esse delicado comentário eu vi hoje. O que eu gostaria de ressaltar é que, pra mim, puta é quem vende seu próprio corpo em troca de dinheiro, o que eu nunca fiz em minha vida. Ao contrário, prezo demais o meu corpo e escolho muito bem quem vai usufruir dele comigo.. Em segundo lugar, sou uma mulher de quase 32 anos que não preciso, em hipótese alguma, de ficar atacando namorado de ninguém, ainda mais alguém que eu nem sei direito quem é e muito menos sei onde mora. Sei muito bem o que eu quero e isso definitivamente não está em minhas prioridades. Tenho o maior respeito por quem me visita e é com o mesmo respeito que sempre procuro comentar em seus respectivos blogs ou em e-mails. Não sou nenhuma fedelha mimada que não sabe se portar. Ao contrário do que diz o meigo comentário, eu tenho uma excelente mãe, que nada tem de vaca e que soube me dar uma exceleten educação, ao contrário do que foi dado à pessoa em questão. Se eu me interesso por alguém, só esse alguém ficará sabendo, pq não sou mulher de ficar jogando indiretas, vou direto ao ponto em questão e sei ser discreta o suficiente, ao menos nisso, para deixar claro o que eu quero, para quem eu quero. Então, pequeno ser, seja mais cuidadosa com as coisas que fala e para quem fala..... Digo pequeno ser, pq nem sei se vc é quem realmente assinou dizendo que é.. então.... :::Desabafado
às 18:59 por Anna Karenina (Paty).
Sexta-feira, Outubro 08, 2004 ![]() Há em mim algumas portas em que receio abrir. Muitas vezes chego perto, chego a tocar a maçaneta, mas não consigo ir além. Há algo em mim que me faz sempre retornar. Como se o que eu mantenho preso fosse algo terrível, que não deve ser visto nem mesmo por mim. Mas eu sei o que são, sei por já me atrevi a olhar pelas frestas da madeira já velha dessas portas tão antigas. E o que me faz temer são as cores sombrias que vejo lá dentro. Cores que não sei divisar quais são. São horríveis, e não sei lidar com elas, não saberei colocá-las em minha tela, como as demais. Não sou boa com as misturas de cores. Não sou tão boa em enfrentar-me, como algumas vezes eu acho que sou. Acredito que sou uma fraude às vezes. Fico blefando comigo mesmo, tentando jogar um jogo que nem sei se existe, ainda mais eu, que não sou boa jogadora, e isso não é mais um blefe. :::Desabafado
às 01:00 por Anna Karenina (Paty).
Quinta-feira, Outubro 07, 2004
Foto By Mapplethorpe Meus mapas estão todos na minha pele.. Cada caminho percorrido, Cada estrada errada Cada curva aberta ou fechada. Em minha pele está gravada cada resposta que me foi dada E sangra ainda as perguntas que findaram sem resposta... Em minha pele, craquelada, arde o desejo de toda viagem... De ver novas paisagens, de reencontrar novos gestos e faces. Em minha pele queima toda a ventura de viver..... :::Desabafado
às 00:04 por Anna Karenina (Paty).
Quarta-feira, Outubro 06, 2004 ![]() Quando fugimos do razoável, da lógica e da moral criadas pela maioria seremos sempre vistos como coitados ou portadores de todos os erros do mundo. Nada dará certo aos olhos dos outros porque não nos enquadramos. Seremos sempre acusados de ingênuos, de pessoas fora da realidade ou então de extremistas utópicos, marginais que não merecem crédito. Há um malefício mal disfarçado em ser diferente. Há algo de maligno em não se permitir ser padronizado. Mas porquê? Porque devemos ser sempre iguais? Seguir todas as regras que muitas vezes nem entendemos direito o motivo de estarem vigorando? Manutenção da ordem? Que ordem é essa que garante a mim a tranqüilidade que não anseio e que nem de longe vejo como real? Porque é tão insano acreditar que tudo pode dar certo, que se colocar no lugar do outro é melhor do que simplesmente julgar e condenar, sem nem mesmo saber do que realmente se passa? Expor seu pensar já não é mais um ato de liberdade, mas pode ser uma autocondenação em determinados ambientes. Aliás, sempre foi um risco expor-se, mostrando-se como um ser de mente diferenciada, de ações que não fazem parte das programadas para uma convivência pacífica num mundo onde dizem que a liberdade existe! ¿Seja sempre você mesmo...¿, sim, escutamos sempre essa frase, mas o que nem sempre percebemos é que nas entrelinhas está registrado, em braile: "..e pague o preço por isso"! :::Desabafado
às 00:09 por Anna Karenina (Paty).
Terça-feira, Outubro 05, 2004 ![]() Muitas vezes eu me perco das palavras, ou será que são elas que se cansam de mim? Não sei ao certo, mas há dias em que não sei como expressar o que se passa, e fico mesmo a me perguntar se há realmente algo a ser expresso em determinado momento. Falo tanto de mim mesma, do que sinto, que muitas vezes me perco nesse turbilhão desenfreado. Não sei mais falar de um dia trivial, ou da minha rotina que amo e odeio com a mesma intensidade. Mas sinto que já estou falando de uma rotina; e que já me mostro rotineira em cada linha e entrelinha que me desenho e fico pensando se há algum sentindo nesse eterno retorno de palavras já ditas e sempre sentidas, não da mesma forma, mas sempre sentidas. Sinto-me uma espiral, onde me percorro subindo e descendo sem fim, às vezes caindo direto, como em um túnel, outras como se seguisse subindo numa entroncada escada, parando de vez em quando para descansar, noutras subindo correndo, ou até mesmo me arrastando sem saber o porque de ter que me movimentar. Às vezes me sinto tão estranha, tão mais louca do realmente sei que sou, mas também é estranho me estranhar, ainda mais quando sei que sou até normal e que nada quero demais, só busco a simplicidade e a tranqüilidade de uma vida bem vivida. Mas não adianta me perder nessas questões, pois não chego às respostas que quero de maneira simples, só as obtenho depois de muito treino. Então, continuo seguindo em frente, mesmo sem saber muito bem o que dizer e muito menos o porquê... :::Desabafado
às 13:36 por Anna Karenina (Paty).
Segunda-feira, Outubro 04, 2004 ![]() Cada palavra trás consigo algumas misturas que nem sempre são percebidas por outras. Em cada linha há milhares de entrelinhas que ficam expostas aos olhos dos mais atentos. Eu já não sei se sou tão atenta, ou se me mudei de vez para as entrelinhas do que vejo e do que escrevo. Fujo dos pensamentos, para chegar até mim, sem empecilhos. Mergulho na racionalidade alheia, para tentar achar a parte emocional que eu larguei por ali, e que se mantêm esquecida e perdida de mim. Quero retomar o que é meu, de tudo e todos, quero de volta o que é meu e ninguém usa e que me faz falta. Não é egoísmo, é meu por direito. Sei que é longe, que é um longo caminho, que desisto muitas vezes, mas quero aproveitar cada segundo de sanidade e força, que desponta tão rápido como se fosse uma estrela que caí na solidão da noite escura, para atirar-me ao espaço, e quanto mais longe eu for, melhor. Não quero mais me apoiar em muletas provisórias, e que ilusoriamente eu quis que fossem eternas. Quero andar com firmeza com minhas próprias pernas, e que elas me levem aos caminhos certos, mas se por acaso eu tropeçar ou errar o desvio, que elas sejam fortes o bastante pra voltarem atrás e recomeçar todo o percurso. :::Desabafado
às 11:47 por Anna Karenina (Paty).
Sábado, Outubro 02, 2004 Finda mais uma tarde de primavera E os campos estão cheios de flores à espera de ti e de mim... Vamos juntos ao campo aberto Mãos dadas num laço de almas descalças tateando sorrisos e olhares que nada têm de vagos. A brisa ligeira passeia por nossos cabelos enfeitando-os com os perfumes da tarde morna. Ando junto a ti e não deixo de sorrir, pois teus olhos me dizem o que me vai na alma.. Penso em ti e num sorriso murmuro teu nome, enquanto mostras a mim, em teus olhos, Que também és feliz! By Me... :::Desabafado
às 01:38 por Anna Karenina (Paty).
Sexta-feira, Outubro 01, 2004 ![]() Taíssa olha a tela em branco sem saber ao certo o que colocará nela, sem saber ao menos o que usar para torná-la um pouco mais colorida. Pensa em desvendar as nuances do dia claro usando as cores perfeitas da primavera, mas sente que não conseguirá, porque ela ainda vive um inverno. Ainda sente em si as cores do outono, o frio percorrendo sua pele e mente. Ela sente que tem que mudar sua estação, quebrar o gelo onde seu barco ficou encalhado, e voltar a navegar em oceanos mais quentes. Sabe que seu relacionamento com Marcos realmente acabou, e não pensa em retomá-lo. Mas às vezes ela sente muita falta dele. Da sua força impulsionando-a a seguir sempre em frente, de não deixá-la desanimar de si mesma, como era seu costume fazer. Sua mania em forçá-la a olhar-se de uma forma melhor do que sempre costumou se olhar. Nesse momento, olhando a tela, ela só consegue lembrar-se dos olhos dele, presos aos seus... A luz, a força, tudo se mesclando em cores claras e escuras, em uma impensável harmonia. E sem respirar ela rabisca em sua tela as cores que vê, suas mãos correndo ágeis, com uma pressa que não pertence mais a ela, mas a vontade das tintas. E quando finda, ela percebe que não são os olhos de Marcos, mas sim os seus, que pode ver da mesma forma como ele sempre a vira... Sentou-se em frente à tela pensando se algum dia ela poderia se ver novamente em outro olhar, como naquele. Mas chega a conclusão de que seu reflexo está só em si mesma... E com um sorriso passa a delinear o seu atento olhar.... :::Desabafado
às 00:53 por Anna Karenina (Paty).
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