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Segunda-feira, Fevereiro 28, 2005 Me olha... De lado, de frente De forma disposta Oposta... Mas me olha Sem pressa nenhuma Demora em ir embora. Me olha Na demora do dia Na passagem vã Das horas. Me olha E me leva em Teus girassóis... By Me... :::Desabafado
às 11:55 por Anna Karenina (Paty).
Sábado, Fevereiro 26, 2005 ![]() Julio mais uma vez tentaria, e com toda certeza Maria sairia pela tangente, sem lhe falar nenhuma palavra direta e explícita sobre sua vida. Ele não entendia essa obstinação que ela tinha em não dizer nada além de coisas triviais sobre sua vida. Ele, ao contrário, se abrira inteiro com ela, e sentia que merecia o mesmo tratamento, já que, acima de tudo, queria o bem dela, sua segurança e nada nesse mundo, se dependesse dele, a magoaria mais. No entanto ela era mais turrona do que mula quando empaca! Mas iria quebrar essa resistência dela, sabia ser paciente e continuaria agindo devagar. Ficara de esperá-la na saída da faculdade, como de costume e já estava atrasado. Quando chegou ao local combinado, de longe ele a avistou sentada em um banco, a sua espera. Desceu do carro e foi encontrá-la e foi surpreendido por uma Maria, que era sempre sorridente, de cabeça baixa, chorando baixinho. Era de partir o coração, vê-la ali, tão frágil, como ele sempre a vira, apesar de adorar sua audácia e coragem para muitas coisas que ele mesmo julgava perigosas. Logo se sentou ao seu lado e a abraçou. Sentiu que ela se encolhera em seu colo e não mais segurava os soluços que sacudiam todo o seu corpo. Resolveu não perguntar nada e deixar que ela aliviasse o que lhe ia à alma, pra depois, mais calma, poderem conversar sobre o ocorrido. Passados alguns minutos e notando que ela respirava mais calma e já não chorava, ele a virou, fazendo-a olhar pra ele, enxugou suas faces molhadas e delicadamente a convidou a saírem dali para um lugar mais tranqüilo e longe de olhares curiosos. Ela balançou afirmativamente a cabeça e lentamente o seguiu até o carro. Seguiram para a casa de Julio. Ao chegarem, ele a acomodou no sofá e foi buscar um copo d¿água, para que ela se tranqüilizasse. Ela não quis e pediu uma dose de algo forte. Julio estranhou, mas mesmo assim serviu uma taça de vinho tinto a ela, que sorveu de um único gole. Não podendo mais esperar ele perguntou aflito o que tinha acontecido, porque ela se encontrava naquele estado. E evasivamente ela disse que não foi nada demais. Que estava melhor e que tinha sido uma boba dramática. A essa resposta Julio sentiu o sangue ferver, ele vira o estado em que ela estava, sentiu toda sua tristeza e não poderia mais aceitar que ela não lhe contasse o que ocorria. Sentou-se a sua frente e foi claro, expondo sua preocupação e ressentimento com todo o abismo em que ela teimava em colocar diante deles. Maria disse que não colocava nada entre eles, só que não tinha dever algum em falar de seu passado, em contar-lhe cada detalhe de sua vida e que além de tudo, não queria mais ficar se recordando. Não queria mais deixar que nenhum fantasma do passado viesse atormentá-la, ainda mais depois de ter lutado tanto para esquecer, para não deixar que ninguém soubesse de nada. Porque ele não entendia e não respeitava a sua vontade? Tinham um bom relacionamento, onde ela não lhe questionava sobre seu passado, que deixava claro que o importante era viver, e bem, o presente, com bom humor e leveza. Mas Julio não admitia, queria entrar em sua carne, desvendar sua alma, colher sua mente e fazê-la falar o que ela não queria mais recordar, já bastava a situação de hoje que lhe trouxera algumas lembranças que achou superadas. Sem mais querer discutir o assunto, Maria se levantou e disse que iria pra casa, quando as coisas tivessem mais calmas, ela ligaria pra ele. Mas Julio a segurou pelos braços, sacudindo-a com força, exigindo que ela botasse pra fora tudo o que ele queria saber, ele não suportava mais viver com a angústia de não saber ao certo quem era a mulher que amava e que dentro em breve seria sua esposa. Maria se assustara, pois nunca o vira reagir dessa forma. Julio sempre fora paciente e mais calmo, mesmo quando mostrava seu temperamento radical e moralista para muitas situações que discutiam. Ele começou a gritar, sacudindo-a cada vez mais forte, enquanto ela pedia que ele parasse que a estava machucando. Devido o susto Maria foi ficando histérica, e começou a falar coisas desconexas enquanto as lágrimas corriam livremente por sua face novamente. Num caminho sem volta ela começou a falar de tudo que acontecera em sua vida, do abuso que sofria quando criança, do tio que a tocava e sempre dizia que era carinho de tio, e que ela sempre escondera do pai, por saber que este poderia fazer algum ato insensato e acabar com sua família. Falou das tentativas de estupro que sofreu aos quinze anos e que quase terminou em tragédia, porque ela resolveu contar para sua amiga, que inconformada com o caso ter acontecido em sua casa, ameaçou o sujeito com uma arma, e se não fosse Maria se colocar na frente dela, ela teria atirado. Falou dos assédios freqüentes dos amigos de seu pai, que sempre queriam fazer dela amante. Atordoado com a enxurrada de confissões escabrosas, Julio só tentava se manter em pé, para não deixar que Maria desmoronasse em sua crise. E ela continuou falando de tudo o que mantinha dentro de si, sempre para tentar proteger alguém. Do vício de drogas do irmão, das dívidas que adquiria para poder pagar ao traficante que vivia por ameaçá-lo, dos amores que ela sempre viu partir sem uma palavra sequer que lhe deixasse mais calma, das acusações de irresponsável por adquirir dívidas que não podia pagar. Contou das vezes que assumia culpas que não eram suas para salvar a pele de outras pessoas que teriam muito mais a perder do que ela, se a verdade viessem à tona. Do filho que perdera e mantivera em segredo até mesmo da família, para que não fosse mais um problema pra eles. Não querendo mais vê-la sofrer, Julio a abraçou, pedindo para que ela não dissesse mais nada que tudo tinha acabado, que dali pra frente ele estaria sempre ao lado dela e que nunca mais ela precisaria se recordar de nada. Ela se afastou dele, o olhou com um olhar perdido, mas cheio de uma resolução que o assustou. Tremendo, ele ouviu ela dizer que não era mais pra que ele a procurasse, que não haveria mais casamento, e retirando a aliança, colocou-a em cima da mesa e foi saindo em direção à porta. Atônito com tudo, Julio ainda tentou impedi-la de sair, e perguntou o porque de tomar uma decisão assim tão radical... Ela o olhou nos olhos, com uma lágrima ainda brilhando na face e lhe disse que o passado ela queria deixar pra trás, mas que ele seria sempre o elo entre seu passado e ela, que ele sempre tentaria trazê-lo à tona. E ela queria viver em paz... Soltando-se das mãos de Julio, Maria se afastou, saiu pela porta fechando-a devagar, enquanto dentro do apartamento, Julio lutava para saber o que fazer... Estava desnorteado, sem rumo, tudo desabara de repente e ele não sabia por onde começar a arrumar tudo. Tentou várias vezes falar com Maria, mas nunca a encontrava. Ficou sabendo que ela tinha viajado, sem dizer pra onde. Ele estava fora de si sentia-se arrependido de tê-la pressionado tanto, a queria de volta. No entanto numa noite longa, onde ruminava o ódio por aqueles que abusaram de Maria, ele num ímpeto, conseguiu entender sua atitude. Reconheceu que jamais deixaria de tentar punir cada um deles. Entendeu que seria sempre um algoz, trazendo de volta a ela toda a dor da qual ela lutava com toda sua força para esquecer. Decidiu não procurá-la mais... Soube que seria melhor deixar que Maria vivesse a vida que escolheu, com seus sonhos, sua fantasia de que tudo na vida é ensinamento e tem seu lado bom e, principalmente, sua alegria que, apesar de tudo por que passara, era simplesmente genuína. By My Self... :::Desabafado
às 02:24 por Anna Karenina (Paty).
Sexta-feira, Fevereiro 25, 2005 ![]() Taíssa olha a tela em branco sem saber ao certo o que colocará nela, sem saber ao menos o que usar para torná-la um pouco mais colorida. Pensa em desvendar as nuances do dia claro usando as cores perfeitas da primavera, mas sente que não conseguirá, porque ela ainda vive um inverno. Ainda sente em si as cores do outono, o frio percorrendo sua pele e mente. Ela sente que tem que mudar sua estação, quebrar o gelo onde seu barco ficou encalhado, e voltar a navegar em oceanos mais quentes. Sabe que seu relacionamento com Marcos realmente acabou, e não pensa em retomá-lo. Mas às vezes ela sente muita falta dele. Da sua força impulsionando-a a seguir sempre em frente, de não deixá-la desanimar de si mesma, como era seu costume fazer. Sua mania em forçá-la a olhar-se de uma forma melhor do que sempre costumou se olhar. Nesse momento, olhando a tela, ela só consegue lembrar-se dos olhos dele, presos aos seus... A luz, a força, tudo se mesclando em cores claras e escuras, em uma impensável harmonia. E sem respirar ela rabisca em sua tela as cores que vê, suas mãos correndo ágeis, com uma pressa que não pertence mais a ela, mas a vontade das tintas. E quando finda, ela percebe que não são os olhos de Marcos, mas sim os seus, que pode ver da mesma forma como ele sempre a vira... Sentou-se em frente à tela pensando se algum dia ela poderia se ver novamente em outro olhar, como naquele. Mas chega a conclusão de que seu reflexo está só em si mesma... E com um sorriso passa a delinear o seu atento olhar.... :::Desabafado
às 03:37 por Anna Karenina (Paty).
Quinta-feira, Fevereiro 24, 2005
Resolvi escrever meus pensamentos na sua janela mas você a trancou essa noite, e não pude sentir seu olhar me beijar... E dos suspiros que deixei escapar Ficaram gravados na janela Todo o meu desejo de te amar... By Me... Ao som de Sereníssima do Renato Russo.... :::Desabafado
às 01:39 por Anna Karenina (Paty).
Quarta-feira, Fevereiro 23, 2005
Beije-me a boca, meus olhos, seios, sexo... Deixe me rouca de sussurrar teu nome, de gemer aos teus ouvidos. Venha, toque-me sinta-me em você, totalmente entregue. Perca o controle em meu corpo. Entregue-se ao meu toque... Perca-se em minhas curvas, nos fios retos de meus castanhos cabelos... Enrosque-se sem medo em meus insanos desejos... Renda-se... By Me :::Desabafado
às 11:15 por Anna Karenina (Paty).
Terça-feira, Fevereiro 22, 2005
Não quero e-mails Mas que remeta Teu sêmem Em minha pele úmida Quero teus lábios Pousados em meu seio Teus dentes a mordiscar-me Os mamilos rijos Minha boca seca Meus lábios quentes Deixando escapar gemidos roucos Entre um espasmo e outro Quero massagear tua pele Com meus mamilos, mãos boca Vem.. Vem sentir meu desejo urgente... Meus olhar queima tua pele E teu ar me falta Tua mão brincando em meus pelos Tua língua em meu grelo Meus gemidos e espasmos Se misturam aos teus Enquanto finda a noite E gozo louca em teu colo By Me, em algum lugar remoto de 2003... :::Desabafado
às 12:48 por Anna Karenina (Paty).
Segunda-feira, Fevereiro 21, 2005 Quando eu era criança eu tinha plena certeza de que seria uma pessoa realizada. Mesmo sem saber o que equivalia se dizer realizada. Iria me formar, casar, ter filhos e viver muito feliz, assim como os meus pais. E a única coisa que me cabia e me faltava, era crescer. O tempo demorou um pouco a passar e, coma demora, alguns sonhos e certezas tomaram um rumo diferente do que eu tinha delineado. Não me tornei astróloga, bióloga, professora de história; não me casei aos 19 anos e nem tive filhos. Meus pais não foram felizes para sempre, e nem estão mais juntos. Apesar de falar demais, ainda sei ouvir, mas não fui capaz de terminar psicologia, que eu amava. Sempre foi mais fácil acreditar no que me diziam de ruim... E quando a gente cresce, o clássico ¿Rolha de Poço¿ se torna bem mais cruel. Mas sim, era mais fácil aceitar do que tentar provar pra quem não se interessava de verdade, que o poço, na verdade, era sem fundo e que não importava a rolha. Algumas poucas e raras pessoas tentavam me falar sobre a profundidade do poço, do quanto seria interessante mudar o foco e olhar a rolha como o fim, e não o início. No princípio não conseguia ver nada. Debatia-me, queria sair, mas esperava que a salvação viesse do céu! Claro, ela não veio! Então busquei refúgio em todas as minhas fugas. Acreditei ser diferente porque me convenceram que diferenças eram fundamentais e que eu o sendo, era normal. Mas não, aprendi que ser diferentemente verdadeiro traz muita dor. Resolvi falar, ninguém quis escutar. Relutei por certo tempo, até que calei. Deformei-me fisicamente, porque precisava colocar pra fora toda a dor que não conseguia reter. Fui salva algumas vezes, mas só depois que eu mesma me permiti salvar-me. Amei homens que nunca me conheceram, que muito me ouviram, mas que não me quiseram, todos tendo em comum o medo do desconhecido. Aprendi a temer, a me colocar em segundo plano e a ser a que ouve e ajuda, mesmo quando mais precisava e continuava calada. Sempre desisti. Era mais fácil agarrar-me à rolha e deixar que a água me cobrisse. Mas nada é pior do que os pulmões cheios d¿água. Acabei vindo subindo à tona e consegui respirar. Cansada, sem forças, mas deparei com a certeza de querer continuar. Passei a me enfrentar no espelho, chorar no escuro, brigar com Deus, trancafiar metade de mim em uma lata, virei uma catarse ambulante... Delineei-me em frente ao espelho, chorei por não gostar de tudo o q vi, me reconciliei com Deus e passei a moldar-me mais uma vez. Hoje sei de cada erro, das minhas culpas e da impossibilidade de voltar atrás pra concertar cada um. Mas tenho aprendido que cada novo dia é dia de recomeçar, que não adianta me lamentar... Ainda não aprendi a parar de pensar, mas estou me esforçando a pensar menos e a deixar a vida fluir, como tem que ser. Não peço perfeição e nem retribuição de nada que faço, porque faço pelo prazer de fazer, se retribuição vier, será melhor, mas que seja algo natural. Quero viver feliz, na simplicidade dos dias, da própria vida... Porque tudo isso? Também não sei ao certo, mas sei que sou melhor do que muita gente pensa, e que não sou a fraude que por muito tempo acreditei ser. Sou melhor, sou grande, sou gente crescendo... Venha... Você também é assim... Segura em minhas mãos e sigamos juntos esse rio manso e tranqüilo.... No escaninho da lembrança há coisas demais, mas devem ficar lá... Porque agora é tempo de recomeçar... :::Desabafado
às 12:07 por Anna Karenina (Paty).
Sábado, Fevereiro 19, 2005 ![]() Nunca soube viver á margem de alguma coisa, nunca acreditei piamente que isso fosse algo que valesse realmente à pena. Muitos sempre me disseram que isso era mal, que não deveria mergulhar, ainda mais ir tão a fundo em determinadas situações, que por sinal, sempre queriam dizer em termos de afeição, amor, paixão. Mas pra mim é muito mais doloroso deixar de ser como sou para atender a uma convensão que, pra mim, soa como ridícula. Sempre pensei em como alguém pode querer que outro se entregue se ela mesma se mantém distante e arredia. Na vida tudo é uma questão de entrega, porque no amor seria diferente?? Você tem que esperar um tempo certo antes de se entregar assim... Esperar? O que? O tempo passar e você depois perceber que perdeu várias oportunidades? Quem estipulou uma data certa para a paixão chegar, pro amor madurar e se estabelecer? Porque não posso me descobri amando alguém no primeiro olhar? Alguém pode me apresentar ummedidor de amor, de entrega e paixão? Eu me entrego, mergulho no raso, se preciso for, e não temo o fundo. Já perdi muito, agindo ou não com cautela,agora vou continuar mergulhando na vida, assim como mergulho em mim. :::Desabafado
às 16:50 por Anna Karenina (Paty).
Sexta-feira, Fevereiro 18, 2005
Não, Não quero que me diga nada.. Não me fale de tesão, de amor e muito menos de paixão.. Não me fale das distâncias, dos reveses e nem mesmo do que os outros possam descrer... Não me fale de sim, de não, quem sabe, um talvez faça falta. Não me fale nada que não queira calar... Não me cale o que grita Em mim... Só me queira... E me deixe ir... By Me... :::Desabafado
às 12:25 por Anna Karenina (Paty).
Quinta-feira, Fevereiro 17, 2005
Quero tanto falar aos teus olhos, dar-lhe de beber meus seios túrgidos... Sentir tua fala macia escorrer por minha pele como mel morno. Dar-lhe meu ventre exposto, urgente e sentir a sua semente me inundar, assim como tua presença inundou-me a alma... By Me... :::Desabafado
às 11:41 por Anna Karenina (Paty).
Terça-feira, Fevereiro 15, 2005 ![]() Sou cíclica... E nos meus estágios alterno medo e euforia... Quero gente por perto e também preciso me manter longe... Quero estar presa em teus braços e ao mesmo tempo a liberdade de poder ir e vir... Quero a calmaria do teu colo e a tempestade da falta dele. Quero a entrega total, e também manter meus segredos. O cuidado extremo e o esquecimento algumas vezes. Quero você perto, mesmo que distante. Quero que me perdoe, mesmo antes de te decepcionar... Me ache perfeita, mas na ciência de saber-me imperfeita. Que você saiba sempre que eu só quero ter e dar amor... Que possa saber da minha sanidade, mesmo quando eu me perco dela.... Eu não quero ter medo, mesmo que eles possam me impulsionar. Mas o que eu quero mesmo, é que você não solte das minhas mãos..... :::Desabafado
às 02:13 por Anna Karenina (Paty).
Domingo, Fevereiro 13, 2005 ![]() Meu corpo inquieto não retém a alma calma que trago desde que teus olhos se postaram em mim. Meus pensamentos irrequietos sanam a insanidade que se aquieta desde que meus olhos miraram os teus. Minhas palavras silenciosas se agigantam e fluem como nascente límpida desde que tuas palavras correram por minhas margens... Minha boca úmida de sonhos inquietos seca de desejos desde que tua boca se insinuou em meus sorrisos... Meus sonhos calmos, como as tardes de verão, sonham a mansidão do paraíso desde que teus sonhos me cobriram os olhos, como vibrantes girassóis... By Me... :::Desabafado
às 21:35 por Anna Karenina (Paty).
Sábado, Fevereiro 12, 2005 Ok... Eu sei que sumi, e nas vezes que tenho escrito não tenho falado tão diretamente como era de costume. Mas muitas coisas mudam e estou também em constante mutação. Como já havia dito, dezembro não é um mês muito legal pra mim, por conta de uma série de lembranças, pela falta de tantas outras e porque eu também estava desempregada. Nem vou mencionar o coração, por que esse já estava até meio que esquecido, pois já me acostumara com o oco vazio, mas enfim. Passei final de dezembro e primeira quinzena de janeiro sozinha em casa, pois mamys viajou. Foi muito bom, porque pude virar ostra de forma mais tranqüila. Quando estava saindo do estado, notícias tristes me tiraram o chão novamente... Mas agora a ficha caiu e a vida continua. No dia 12 de janeiro consegui outro emprego, no shopping, pra variar ¿ se alguém começa a trabalhar em shopping, custa a sair de lá de dentro! Eu estou adorando. Trabalho no meio de pessoas bem legais, que me receberam muito bem e cercada de livros por toda a parte. Sim, é uma livraria!!! Agora é trabalhar duro pra continuar bem lá. Não consegui passar no vestibular, mas não desanimei, começo tudo de novo e lá vamos nós pras provas em julho, de novo. Com relação à net, eu estava mesmo me policiando, por falta de grana, mas esta não é a razão real, como eu poderia deixar registrada. Mas confesso que perdi um pouco à vontade de ficar navegando. Não tinha muita paciência pra ler as coisas e ainda comentar... Sem falar que acho horrível fazer as coisas por obrigação. E comentar estando down não rola mesmo! Agora muitas coisas começam a voltar ao seu devido lugar e eu vou reassumindo devagar as minhas rédeas. Não vou dizer que volto à ativa nas visitas, justamente por tempo também, já que só tenho ficado em casa a noite e há outras coisas que estou priorizando. Mas vou tentar ao máximo retomar as minhas visitas, não simplesmente pra fazer o social, mas pelo meu prazer, já que tenho contatos maravilhosos que adquiri aqui. Quanto ao coração... Bom, esse está encantado... Transbordando de uma magia linda, que muito me tem feito bem... Estou mesmo me rendendo ao dia e já virei Sol... E pretendo continuar, pra cuidar cada vez mais e melhor do Girassol que me descobriu... Acho que é isso, pessoal... Agora vou cuidar da minha labirintite que me atacou essa semana.. Tou Voltandooo... Tou voltandoo! :::Desabafado
às 01:06 por Anna Karenina (Paty).
Quinta-feira, Fevereiro 10, 2005
Onde estão os meus quadrantes? Em que curva elíptica me perdi? Qual reta me leva para teus ondulantes pensamentos? E por qual angular caminho me dirijo? Quem sabe nos encontraremos insanos em mais uma louca e eletrifivante sinapse... By Me... Passa-se o dia e o dia parece que não passa. Arrasta-se como uma lesma na grama já não fria nesse verão úmido. O sol aquece e o céu desaba em seguida. As borboletas libertam suas asas durante a tarde florida e, á noite as lágrimas do céu as lavam de volta à terra. Novas lagartas seriam pedaços de asas de outras borboletas?? Suas asas, depositadas no ventre da terra, seriam matéria divina para novos vôos? Haveria assim uma espécie de eterno retorno? Se for assim, será que tudo obedece à essa lei? Muitas vezes eu acredito que sim. Hoje eu qeria, mais que tudo, crer que não... :::Desabafado
às 23:58 por Anna Karenina (Paty).
À Quatro Mãos.... eu te adoro... te devoro te demoro.... te imploro a todo momento te concedo a cada instante e eu me desconcerto e em ti me modelo e eu por ti me desfaço me embaraço por ti me perco em teus nós percorro seu labirinto sem medo por ti adentro o escuro... mesmo que tema, só para tentar te encontrar pois sem você eu me perco no escuro te acho... no escuro você me ilumina me perco em você e não me embaraço porque você me guia por ti eu me jogo em você eu megulho até subo ao topo novamente para enfrentar o medo de altura que ganhei... me lanço do alto, que temo... pra ganhar teus abraços... não temo a altura temo o impacto não temo impacto... pois nos teus braços estarei no lugar certo. e eu estarei a te esperar, ou quem sabe te impeça de pular só me impedirá se estiver no alto comigo eu corro para te alcançar e te impeço de pular só para poder te beijar e nos deliciar eu corro, pra te encontrar mais depressa. pra me entregar pra sentir tua pele junto à minha em beijos entremeados de sonhar.. sentir meu corpo estremecer eu sem saber se é o meu ou teu que estremece sinto só o arrepio a paz de estar contigo o teu brilho que me invade que me arde a sua luz que me acalma me incendeia que me expande a alma... que me eleva a alma que me transforma em céu... By Girassol e seu Sol.... :::Desabafado
às 00:15 por Anna Karenina (Paty).
Quarta-feira, Fevereiro 09, 2005 ![]() Los Hermanos... Há dias em que você não dorme, porque todo um sol brilha na madrugada que nem chove. E nesses dias não se importa nem um pouco em dormir ou não, porque está sempre com os olhos postos em flores que mais se quer. As flores florecem e os dias brilham com uma luz tão forte, mas que não é capaz de cegar. No que tudo parece brilhar em perfeita harmonia sempre há de surgir uma, duas nuvens cinzas, que não fazem parte dos nimbos que florecem com os dias. Nessas horas todo o castelo desmorona, tudo cede e fico perdida, com as ondas batendo em minhas pernas e sem saber qual a melhor direção a tomar. Não sou a criança desperta que se sente capaz de recomeçar tudo outra vez. Há medos fluindo de cada poro que permito se abrir. Lágrimas rolam sem inibição, pois apenas não temo descontrola-las. Nesse dia não sei mais o que pensar, sentir ou pra onde me expandir.. Então volto pra dentro de mim e tento enxergar o que posso além de mim... :::Desabafado
às 02:22 por Anna Karenina (Paty).
Segunda-feira, Fevereiro 07, 2005 Teus olhos Na minha mente Não mentem Os meus... Os meus olhos Nos teus Desmentem o Que a mente Esquece de Dizer adeus... By Me ... para os olhos de girassol, que fazem de mim o seu sol nas madrugadas abertas.... :::Desabafado
às 19:03 por Anna Karenina (Paty).
Sexta-feira, Fevereiro 04, 2005 My Niver... Viro a esquina dos 31... Me deparo com a estampa dos 32. Sorrio e me vejo linda... Cabeça de 32, corpo de 32 seios e quadris de 32 e o melhor: sonhos de 32... By Me.. :::Desabafado
às 02:00 por Anna Karenina (Paty).
Quinta-feira, Fevereiro 03, 2005 Mergulho na noite escura como em uma piscina de água verde tão profunda quanto densa. A tristeza, que antes existia, começa a fundir-se e transforma-se em água verde. A superfície começa a subir mais e mais e eleva-se até meus olhos que transbordam... Estou debaixo d'água e os choques do meu coração fazem a água circular largamente na superfície. Minhas pernas de mármore correm com suas meias de areia fina e , enfim, adormeço, submersa com a lua num olho e o sol no outro... By Me... :::Desabafado
às 02:26 por Anna Karenina (Paty).
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