Não Apresse o Rio.. Ele Corre Sozinho
..." agora sinto necessidade de palavras - e é novo para mim o que escrevo porque minha verdadeira palavra foi até agora intocada. A palavra é a minha quarta dimensão. ....Escrevo por acrobáticas e áereas piruetas - escrevo por profundamente querer falar. Embora escrever só esteja me dando a grande medida do silêncio." Clarice Lispector.

Retrato Desabafado
Nome: Patrícia Gomes
Idade: 35 anos
Niver: 04/02
Signo: Aquário, com ascendente em gêmeos e lua em peixes...
Apelidos: Paty, Patuska,Dori,Sempre Viva...
Gosto de: Vinho, MPB,Poesias, Internet, Fados, Ler, Escrever, Sorrir, Chorar,Verdade,Desabafar, Velas, Banhos no escuro, Chuva, Amigos...
Não Gosto de: Mentiras, Hipocrisia, Falsidade, Intolerância,Desculpas esfarrapadas,Inveja, Orgulho, Preconceitos..


Nome: Paty
Signo: Fogo
Profissão: Sonhadora
Gosta de: Respeito, Desejo, Força, Sedução, Olhar, Beijo molhado, Vinho e de Velas.
Não gosta de: Burocracia, Falsidade, Inveja

Paty é mulher rara, destas que quando se encontra, vale como prêmio de loteria. Ela não precisa muito pra se fazer notar. Seus olhos, seu corpo, sua energia se comunicam por ela.
E pra quem acha que acabou, esperem até a moça falar. Paty seduz com o corpo e com a mente. Mas Paty não mente. É sincera. Assusta. É mulher incomum, por vezes delicada, por vezes fêmea no cio. Paty é tudo isso e muito mais. E o melhor: Paty é de verdade.

Vista pelos olhos do Lobo






.:Meus Outros Sonhos:.

Estado de Lítio
Pura Lascívia
De Olho em Outros Olhares
You've Got Mail


.:Companheiros de Desabafo:.

Patuska's Flickrs
Patuska Fotolog
Alice me persegue
Ânkoras e Asas
Ar de Amor
Balaio Porreta 1986
Embrenhada
Ensaio Geral
Estado de Lítio
...Giramundo, Gira Eu, Girassol...
Haze
Louco de Lisboa
Magro de Natal
Maternidade do texto
O Náufrago
Painel de Controle
Pela Estrada
Politicamente Incorreto
Sin to win
Sonífera Ilha
Vergonha do Pé


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Desabafos Passados




online




Quarta-feira, Março 30, 2005




Ela está do lado de fora pensando em como pular atravéz do espelho e em outro mundo mergulhar. Ela não percebe ainda que já está imersa em outra realidade. Voou, sem ao menos perceber, para uma dimensão distante, em seu próprio Eu. Nele percorre por vales e mares que julga desconhecidos, com uma sensção de dèjá vu, que nunca sentiu. Imagina que tudo é novo, desperto e distante de si. No entanto, ali tudo é antigo, tudo é certo, pois já foi... Ela não se sente feliz, não consegue enxergar as cores que sempre quis, tudo tem um ar opaco e um leve cheiro de mofo, como a Europa antiga... Pensa em voltar, mas já não sabe qual o caminho de volta. Seu fio se emaranhou às folhas e galhos secos do último inverno. Ela se senta e chora, se desespera, pois quer retornar à sua velha casa de paredes descascadas, onde cada reboco fala mais um pouco sobre si mesma. Ela não entende como foi e porque quis tanto sonhar com algo diferente. Num soluço desperta a consciência que, ao seu lado, se põe a falar sobre suas experiências do lado de cá. Ela diz que não a entende, nunca conseguiu pensar muito. Mas ela mente! É o que lhe responde sua consciência, pois ela sempre pensa, e se prende em pensamentos que não entende, por pensá-los sempre com a maior porção da emoção. Na vã passagem do tempo, nesse recinto seco e de um frio morno, ela se dá conta, que tudo não existe... Tudo é uma ilusão! A consciência lhe sorri de forma cúmplice e beijando-lhe a testa se vai, de volta para seu lugar de origem... E ela retorna a si... Ciente de que toda viagem a trará sempre de volta, por mais q ela se perca, pois sempre estará em si mesma...
Estou retornando....

Patrícia Gomes - ao som de Tori Amos....

:::Desabafado às 13:00 por Anna Karenina (Patuska).
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Segunda-feira, Março 28, 2005




Sou as palavras de amor que em sutil displicência você não disse.
Sou o morango não provado, que acentuaria o gosto do teu champagne.
Sou o beijo suave que teus lábios chegaram a provar, mas que deixou passar por medo.
Sou o suor que não escorreu pela tua pele na hora do amor que chegou tarde demais.
Sou o sorriso que não brilhou em teus olhos por não me ver dormindo totalmente entregue ao teu lado.
Sou a palavra que sussurra em teus ouvidos surdos.
Sou a boca que bebe a madrugada tentando sorver o teu sabor perdido em cada estrela que cai.
Sou a ingênua que busca a paz na insanidade de seus cabelos castanhos.
Sou a louca que brinca com quimeras que eu mesmo invento tentando fazer delas uma doce realidade...


Patrícia Gomes

:::Desabafado às 17:09 por Anna Karenina (Patuska).
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Viajei em inúmeras melodias...
Me embriaguei, ao menos
era o que eu queria, no
gosto ocre da vodca com coca...
Será que não teria sido melhor
só a folha de coca em um
chá quente?
Quem sabe até me perder
no escândalo azedo do limão,
no gelado escaldante
do gelo a derreter-me
num copo fino e longo
do mais fino cristal antigo...
Haveria ainda ali,
incrustado no bordado do copo,
o desejo de ser feliz?
Quantos eu quis?
Com quantos me deitei?
Por infinitos que tenham sido
sempre foram insuficientes...
Assim percebi porque nenhum
ficou comigo além da noite
de seresta que quase sonhei...
Nunca dancei a valsa falsa
do desengano do falso baile...
Em mais um gole
a vodca me chama...
Me toco na mais estranha
das fantasias:
A de estar numa realidade finita!
Quero a companhia de um sorriso
tímido, casto...
Quero a sensação de desvirtuação
para em seguida
ser a benfeitora...
Ser a que salva após o logo período
de afogamento.
Mas quem será tão
mais insano a ponto de,
em mim, querer mergulhar?
Será que é uma capacidade
feminina essa de se entregar
plenamente ao mergulho,
mesmo que seja no raso?

Será que é tão errado
usar anéis irreais?...
Ou colocarmos máscaras,
mesmo que não sejam de Veneza?...
Assustar-se é fato,
dizer não, não!
Seria tão louco querer quem
chega do nada e que me
trouxesse flores?...
Que em meu coração muitas vezes
me dissesse sim?!
Querer ser o céu de
estrela noturna e brilhante
é tão perfeito que não me
atrevo a ascender-me...
Perco a hora,
destranco a porta e
deixo a febre me suar...
Me rendo ao desejo
de desejar receber o amor
que me queima a cútis
curtida do sol
dos medos reais...
dos enganos mortais e
da esperança voraz...

By Me...

:::Desabafado às 02:14 por Anna Karenina (Patuska).
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Domingo, Março 27, 2005




Corro louca por entre flores de plásticos num campo aberto.
Sinto cheiro de chuva que cada pétala plástica exala...
Me embriago com a chuva que desaba e
bebo a noite quente, sentindo as estrelas
voltearem em mim como borboletas.
Amanheço em frente ao penhasco...
Vejo teus sorrisos lá embaixo
e entre meus olhos mergulho!
Mergulho além...
Mergulho no espaço dos teus sonhos
querendo chegar à realidade dos meus.....

By Me...

:::Desabafado às 03:19 por Anna Karenina (Patuska).
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Quinta-feira, Março 24, 2005




Há algo de novo,
Num ponto novo
do meu novo corpo...
Há sentimento novo
No novo coração
que não sei, de novo,
de onde surgiu...
Há sempre algo novo
nos olhos que revejo
e já não sei se são
tão novos os olhares
que devolvo....

By Me...

:::Desabafado às 00:36 por Anna Karenina (Patuska).
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Terça-feira, Março 22, 2005




O que passa pela cabeça dela às tantas da madrugada, quando ouve Piazzola??? O que ela sente escorrer na pele, quando a melodia do tango baila por sobre sua pele adamascada?
Sente o desejo leitoso dos olhares de ébano a percorrer sua silhueta. As mãos de ébano acariciando cada uma de suas curvas, em contraste com sua alvura de neve... O bailar das línguas num ritmo suave, mas denso, quente, como o tango que os envolve na madrugada que corre leitosa, sem presa, pois se rendeu ao desejo urgente de ambos.
A voz sensual de Astor a propiciar uma dupla excitação nela... Tudo a deixa atenta aos dois que a tocam.... Um com o olhar e as mãos, que a tocam suavemente e o outro com sua voz, a confundí-la docemente...
Se entrega ao bailado sensual... e nesse ritmo explode em gozo duplo... que vai além do carnal...

:::Desabafado às 00:33 por Anna Karenina (Patuska).
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Segunda-feira, Março 21, 2005




No meu corpo
te faço brasa,
me inflamo
na chama que
é nosso desejo.
E para consumar
os desejos
nossa pira
incendeia
lançando fagulas
de gozo ao léu....

By Me...

:::Desabafado às 00:25 por Anna Karenina (Patuska).
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Sábado, Março 19, 2005




Mais uma vez eu vou
vasculhar meus armários...
Retirar as traças,
desembaraçar-me das teias
que aranhas lentas teceram...
Vasculhar cada gaveta
e, por mais escondidos
que estejam, vou me
livrar de alguns ressentimentos...
Quero forrar meus travesseiros
com flores e folhas de cheiros...
Quero a primavera em meus sonhos!
Deixar cair as folhas de mágoas
que não cabem mais
em meus outonos...
Em minha cama deposito
o calor do verão,
que cobre minha pele fina e translúcida
com o véu do teu sol noturno.
Embriagar-me de nuvens pesadas
perdendo-me em invernos puros,
onde me procuro e,
sempre que me encontro,
vibro com a harmonia
que grita no vento!
Liberto a cigarra aflita
que habita nos cantos do quarto.
Nele não há mais esperanças que,
teimosamente, se escondem embaixo da cama!
Elas agora pulam por todo
o amplo cômodo...
Não sou mais a Lagarta listrada
que em todo Bandeira
só dava bandeira...
Não há pupa ou casulo, que
me possa deter...
Cresci...
Sinto as asas mais fortes...
E mesmo nesse quarto
aparentemente em desordem,
sorrio, volteio,
aproveito minhas estações e adormeço...
Quando acordar for preciso
o farei sem medo
pois estará terminada a faxina;
e não sobrará mais nada
fora do lugar,
nem ao menos uma
nova emoção!!!

By Me...

:::Desabafado às 01:13 por Anna Karenina (Patuska).
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Sexta-feira, Março 18, 2005




Há uma esperança
perdida em meu quarto...
Em algum canto,
talvez no armário,
embaixo da cama
entre os livros da estante,
misturada aos retalhos do tapete.
Ainda não a achei
mas sei que está lá...
De vez em quando a vejo,
mas a esperança é arisca
foge rápido e se esconde.
Mas não me preocupo,
ela está em meu quarto!

By Me...

:::Desabafado às 02:32 por Anna Karenina (Patuska).
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Quinta-feira, Março 17, 2005




De que importa se terás companhia em tua cama quente?
O que me importa se nem ao menos me deitei recostada ao teu peito, que batia no compasso do meu?
De que me importa não ver mais teus sorrisos brilhando em meus olhos escuros e de sonhos fartos?
Não me importa se nossas bocas não se colaram no gozo das noites eternas, no brilho das lembranças e muito menos em nossas peles...
A única coisa que realmente importa é essa dor que grita nos olhos, na boca, na pele e que faz meu coração descompassar....

:::Desabafado às 00:27 por Anna Karenina (Patuska).
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Terça-feira, Março 15, 2005



Há uma mariposa branca,
Clara, que em vôo cego,
Há alguns dias,
Me contorna em meus espaços...
Ela rodopia, se debate
E não consegue ver a claridade
Que entra pela janela aberta...
Em alguns instantes ela pára
E fica quieta, quase me fazendo
Acreditar que se foi, em seu
Vôo, pela janela aberta.
Mas em seguida ouço novamente
O zumbir de suas asas ligeiras,
Frágeis e débeis, me fazendo saber
Que ainda me rodeia...
Tento chegar perto, ajudá-la a sair
Mas se tocar em suas asas
Posso machucá-la...
Então permaneço como mera
Expectadora de seu vôo e
Do meu próprio espetáculo...

By Me...

:::Desabafado às 01:34 por Anna Karenina (Patuska).
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Segunda-feira, Março 14, 2005




Em ponto atrás, no étamine da vida vou me bordando risonha...
Em cada laçada de linha me entrego ao desejo traçado pelo gotejar
de teus sonhos imersos em desatinos e sentidos escaldados pelo roçar das peles,
dos prazeres esparsos e não raros dos corpos em brasa.
Me pinto com pingos de girassóis quentes e despertos....
Te sinto como a tela em branco, que me faz desenhar meus passos débeis..
Pintamos nossos corpos com líquidas tintas de despudorados sonhos e
na tela gozamos a explosão de cores, como os sussurros recolhidos entre os lençóis.
Nos amalgamamos ao dia claro, clareando os sentidos exauridos dos sem sentidos
desracionalizando a rotina exausta dos que desistiram, sorrindo para os que se concedem
o prazer da loucura dividida, brincando como crianças vadias, que não se importam
em deixar escorrer o tempo por entre seus dedos de meninos...
Moldei teu rosto em papel machê, deixando em branco teus olhos castanhos, teus espelhos
da minha clara alma banhada em beijos roubados da lua indiscreta que nos bisbilhotava.
Fiz de meu corpo farto, quase casto, tua morada e de teus desejos mundanos, para tantos,
insanos e sujos, mas para nós, puros como lírios dos campos permitidos da cumplicidade.
Bebemos um no outro a alma calma, rara, de noites musicais, onde pirilampos e vaga-lumes
fazem as vezes de maestros, e podemos adormecer entre as almofadas dos sonhos calmos
e inocentes, de afagos puros e decentes, num respirar, frente a frente, o sonho um do outro...

Patricia Gomes.


PS: Esse foi o meu poema escolhido no concurso para integrar a Antologia...

:::Desabafado às 11:54 por Anna Karenina (Patuska).
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Sexta-feira, Março 11, 2005




Há em mim agora algo que grita mais alto que minhas palavras...
Uma felicidade que me faz vibrar!
Acabo de saber que uma das minhas poesias vai ser publicada em um livro de antologias... Estou extremamente feliz!!!
E aqui, publicamente, quero agradecer em primeirissima mão ao Ricardo Galeno, que foi quem me deu a dica e o maior incentivo a participar dos Concursos da Litteris...
Para muitos pode parecer muito pouco, mas pra mim, é uma passada larga de uma realização pessoal..
Agradeço também a cada um de vocês que passam por aqui, que se identificam com meus sentimentos, palavras, que ajudam, me acarinham e me fazem sentir que a cada dia que passa eu ajo mais certo em ser esse ser sentimental, que chora, que ri, que sangra, mas que sempre aflora em amor....

Obrigada a todos, por me darem motivos para escrever... Por me fazerem sentir....

:::Desabafado às 23:20 por Anna Karenina (Patuska).
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Olho pro espelho distante
e muitas vezes irreal...
Sou eu quem olha, mas
será que sou eu mesma
quem me retorna???

By me...

E como disse o Moska pra mim, comentando esse mesmo poema na minha página do Multiply:

Toda forma de arte é uma tentativa de ser espelho.
Pele de vidro, carne prateada e alma reflexiva.

refletir o refletir

:::Desabafado às 02:22 por Anna Karenina (Patuska).
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Quarta-feira, Março 09, 2005




Banho minha luz no escuro da fumaça da água quente que escorre de dentro dos olhos que dançam e do chuveiro que me chora seu calor ansioso...
Entrego-me a esse calor que me invade a carne fria que transpira gotas febris enquanto a tarde ardia fria dentro de uma sala letrada. Dos cabelos escorrem as lágrimas quentes do escuro e minha retina se perde nas gotas que o espelho reflete e que já não sei mais se repete o que me vai escorrendo pela face rosada do calor e do esforço de ter um controle exato do inexato momento.
Sinto-me em meu ventre...
Nele eu me remexo, sem saber ao certo o que é querer ficar e o que é o desejo de sair, de voltar pra algo que nunca me entendeu bem, e do qual jamais obtive respostas...
Não sirvo mais pra semente, não caibo mais em ostras e dessa forma, me retiro de meu ventre a ferros e aos berros começo meus passos...
Não são berros de dor, mas gritos de quem acaba de chegar, certa e errada, um tanto quanto descabelada, cambaleante, pensamento desafiante, coração retumbante, espicaçado, mas que é feito mula quando empaca, pois não arreda passo, ainda mais quando se assume certeiro, racional e exato...
Extraio-me a ferros, devolvo meu ser, que desconheço, ao meu espelho já nem tão baço, para que nesse espaço, eu me reconheça no que sou, e não no que deixei de ser...

:::Desabafado às 00:20 por Anna Karenina (Patuska).
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Segunda-feira, Março 07, 2005




Descontrole...
Até onde ele pode me levar?
Deixo meus passos seguirem a insanidade e me perco no caminho que não queria tomar.
Tropeço em meus passos cambaleantes, mais por medo de tropeçar do que por estarem em falso. Na ânsia de acertar mais uma vez ponho tudo a perder. Mas não se perde de todo, porque sempre há algo a aprender...
Descontrole...
Limitar-se a extremos, sem saber-se onde realmente está.
Cabeça dando voltas insanas em torno de fantasmas insones que não existem...
Passos calados num tempo de recomeço, de reconhecimento, amadurecimento...
A infância teve seu tempo...
Descontrole...
Justificado de forma plena, sentimental, arraigado em ilusões de cegas borboletas que sentem a proximidade do vôo final...
Tombar o corpo em outro...
Não há como segurar, a força é escassa, ainda mais quando tudo é demais em momentos em que há de ter de menos.
Controle...
Voltar ao espelho, mirar, apontar, aprontar e seguir o novo traçado de um tempo que desconheço, que não sei de onde virá.
Não conheço as agulhas com que terei de tecê-lo, mas os olhos baços, emoldurados por uma chuva púrpura, deixará que, em sua curva, o vento lhe sopre a direção.
Por enquanto, o rastro de lágrimas púrpuras ficarão pelo chão, como marcas a seguir e não voltar a percorrer a trilha errada do descontrole....

:::Desabafado às 19:11 por Anna Karenina (Patuska).
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Domingo, Março 06, 2005




Palavras buscam rumo entre meus dedos, mas perdem-se nas linhas insanas das minhas mãos pequenas e cansadas. Passos já deixam descalços meus pés, pois querem agora parar e percorrer a mansidão do lago do inverno. Parada, fico extasiada diante do nada que transborda meus olhos em lágrimas salgadas e sem sentido, mas que me fazem sentir mais do que tudo existe.
Parada, fico a esperar...
Esperando, fujo para outros planos onde busco sonhos que têm cheiros adocicados, amargos, ocres e salgados.
À beira da realidade estanco os passos, que de tão largos já não caminham mais.
Palavras, passos, olhares, espera... Tudo na parada, tudo parado...
Mas não há inércia!

Por Patricia em mais um domingo estático....

:::Desabafado às 18:21 por Anna Karenina (Patuska).
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Sábado, Março 05, 2005




Em cada olhar lançado
lança-se um sonho
Em cada boca unida
unem-se sonhos
Em cada mão entrelaçada
entrelaçam-se sentimentos
Em cada espaço vago
somam-se vida

By Me...

:::Desabafado às 22:02 por Anna Karenina (Patuska).
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Terça-feira, Março 01, 2005




Na madrugada que apenas começa me vejo despertar por tua insônia ...
Nos vemos em nosso olhar insone e carregado de boas surpresas.
Nos colocamos em sintonia e nossos corpos se moldam às palavras que tantas vezes sussurramos incontidas, inauditas. As alças dos desejos se rendem à gravidade e tombam, me mostrando em pêlo á você, que me colhe em teu olhar claro, sensual, deixando-me lânguida de um urgente desejo. Tuas mãos percorrem meu corpo claro e ansioso do teu, teus olhos me banham numa luz nova, de sensualidade desconhecida, e nossas bocas se entregam num beijo casto, cálido e ardente. Sussurramos desejos, gemidos e entre beijos explodimos em estrelas....
Trêmula, em teus braços adormeço com a certeza de que teus girassóis ainda estão pousados em mim....

Ao som de Lorelei do Cocteau Twins...

:::Desabafado às 13:00 por Anna Karenina (Patuska).
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