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Segunda-feira, Maio 30, 2005 Não falo do amor, como se este fosse um sentimento banal... Não falo do amor, como se fosse vulgar ou falso e muito menos para agradar... Não falo do amor, pra ser gentil nem pra que fiquem gratos... Falo que amo, quando amo de verdade. Falo que amo, quando ele está tatuado na pele não tendo mais como ser tirado. Falo que amo, com a certeza que só a alma sabe ter.... E a todos que eu disse "eu te amo", foi pra valer.... E nunca deixei de amar.... Mesmo os que partiram ou escolheram partir.... :::Desabafado
às 22:22 por Anna Karenina (Paty).
Terça-feira, Maio 24, 2005
Insanidade Verborrágicas Menina moça, medrosa, assustada e com o coração dilacerado encontra menina mulher, ansiosa, inconformada, com o coração roubado... Numa noite de segunda feira, chuvosa, nenhuma estrela no céu, só duas tentando ofuscar o brilho próprio e carregar a dor da outra, elas! Uma sensível demais, com bulimia verbal, falou demais, errou demais, enfim viveu, mas hoje percebe as seqüelas da impulsividade expressas no corpo, coração e mente. Bem que sua analista disse para não fazer uma endoscopia, o máximo que acharia ali, no exame, seria alguma doença causada pelo suco gástrico no esôfago, mas isso faz tempo, ela não fez o exame e continuou a vomitar o que não dizia, um dia se rendeu ao impulso, mas não foi a hora certa, disse o que não sentia, não devia, não podia, viu o amor ser abduzido pela nave de nome Mágoa! O que sobrou foi uma dor de estômago do inferno, quente como deve ser lá, com lágrimas frias como o vazio que ficou! A outra disse, "eu choro pra ver se seco e rio", de tantas lágrimas, incompreensão, dor física e psicológica, quase desistiu de viver depois de saber que abrira a porta errada. Pílulas, drogas, nada alivia a dor da alma que não sabe qual caminho escolher depois de ter escolhido tantos com o coração e desaprendido de usar a razão! Essas mulheres, criadas para ser o que as mães não foram, não puderam ser, ou simplesmente não tiveram coragem de encarar. Nascem com uma carga gigante, carregando as frustrações maternas e a responsabilidade de realizá-las, mas sentem-se impotentes quando percebem que, de repente, uma casa com marido e filhos seria tão agradável! Que poderiam escrever seus poemas, seu livro a tarde enquanto o feijão está cozinhando e não dá a hora de pegar as crianças na escola, pois o Amor, assim que elas o chamariam, tem reunião até mais tarde e não poderá buscá-los! Ou se então decidissem ficar solteiras, duvido, mas não poderiam, são o sonho de consumo da família, bonitas, inteligentes, talentosas, mas alvo de comentários, como por exemplo: - O que houve com ela? Tão sozinha, não consegue prender ninguém! Como é chato ter tantas qualidades e não ser reconhecida nem 50%! Isso pira a cabeça delas! Assim acabam se encontrando num lugar remoto, numa carência crônica, numa impotência gigante, sem conseguir consertar os pontos e acentos que usaram na palavra errada! Perspectiva, isso é tudo que falta, nada lá na frente é suficiente para amenizar esta dor presente! Bom que ambas escrevem, o que seria delas sem esse talento nato, qual seria a válvula de escape? Suas Insanidades Verborrágicas são a expressão do Amor que não tem tido muitas oportunidades de doar! Mais ainda assim, a mão de Deus com seu controle remoto gigante, cheio de botões, as aproxima, para que a madrugada seja menos dolorida e que a insônia não cause raiva em mais ninguém... Mulher encontra mulher, perdidas em lágrimas, tentando sorrir, acreditar, mudar, achar a chave da porta certa, sobrevivendo e ainda assim... Aprendendo! Sheila Rolemberg Dedicado a Patrícia Gomes, escritora, linda por dentro e por fora, sensível e amiga. :::Desabafado
às 04:10 por Anna Karenina (Paty).
Sexta-feira, Maio 13, 2005
Estou de saída... tenho um encontro marcado comigo mesma... Vou ver se ainda me acho, já que estou um tanto quanto atrasada... E encontrando-me, muitos assuntos serão esclarecidos, outros conhecidos, e dependendo das nossas posisções, da demora do encontro, da distãncia que percorreremos juntas Voltaremos.... Não mais como duas, Mas como várias que somos mas em sintonia única... Até breve, mesmo que seja longo o regresso..... Patrícia Gomes :::Desabafado
às 13:50 por Anna Karenina (Paty).
Terça-feira, Maio 10, 2005 Qual seria o grau perfeito da fé? Ainda mais quando ela só é clamada em pleno desespero? Todos somos capazes do pior e do melhor e por isso é fácil amar, mas acreditar no bem permanente é algo inerentemente surreal que só em uma mente tão tosca quanto a minha pode fazer morada. Gosto das pessoas como a piedade dos ateus: que são mais capazes de aceitarem a falibilidade humana. O céu não nos protege e por isso me apego ás parcas mãos que me são estendidas e que me seguram. Tenho me redefinido... Há muito era um misto de Atlas e Sísifo. Carregava às costas o mundo, montanha acima, e ao chegar ao topo rolava até a base, eu e o mundo, para tudo recomeçar. Algumas vezes rolava até a morada de Poseidom e ainda me prendia em suas barbas que me dificultavam ainda mais a subida. Queria parar no ar durante a queda, ficar extática... Caí, mas não quis retomar o caminho... Fui banhar-me no escuro, como há mto tinha me esquecido de fazer. Procurei despir-me de além das roupas, de todo pensamento. Mergulhei no escuro e em poucos instantes sentia a chuva, o luar, o cheiro da terra molhada a invadir meu escuro, tomando minha mão e me levando para fora. Corri por vales de girassóis libertando lembranças, tulipas lambiam minhas pernas e a lua me beijando a pele com seus raios. Nesse estado, que não sei ao certo se é ou não de graça, tento me redefinir, me entregar a minha fé perdida em algum canto claro que deixei de escurecer... Meus escuros vão clareando, para que eu possa saber a real cor dos meus olhos castanhos.... E nesse meio tempo, eu vou e volto... Retorno ao mundo e me revisito... Ainda não consigo fazer os dois de uma vez só... Mas aos poucos a vida se encaixa, e em cada segundo, os que estão verdadeiramente ao meu lado sentem a minha presença... E quanto a minha fé? Estou buscando-a... Cansei de esperar por ela na janela... Até Breve........................ :::Desabafado
às 23:00 por Anna Karenina (Paty).
Segunda-feira, Maio 09, 2005 ![]() Para se amar alguém não há a menor necessidade de um passado pré-estabelecido, de códigos criados para que, dessa forma, se caracterize amor. O amor desaba em nós, não o fazemos, criamos ou controlamos. Ele chega e se instala, e só nos cabe aceitá-lo ou enxotá-lo, seja por quais razões quisermos nomear. Eu quis oferecer-te meu corpo para que o teu o absorvesse, para que minhas carnes desaparecessem nas tuas, que meus ossos se fundissem aos teus. Quis doar-me a você e doei-me. Me entreguei em tuas mãos . Percebestes? Sim, sei que o percebeu. Pois continuo a não saber de mim, a precisar de ti para dormir, para sonhar, para existir. Nunca nos entregamos ao que os inocentes chamam de sexo.Enroscávamos em nossos espaços e, juntos, sentia o roçar de tuas mãos em minhas costas, tudo muito devagar, do jeito que você sabe que eu gosto. Dormimos juntos muitas vezes, em distâncias que nos aproximavam ainda mais. Falar de amor tornou-se fácil, qualquer boca a pronuncia, qualquer corpo se denuncia em luxúria usando o aval do amor. Nós nunca entramos nesse jogo finito de corpos. Em tua vida, derramei,inpumeras vezes, os meus amores perfeitos, por menor que fossem. E tu, derramaste sobre minha vida, meu corpo e alma suas paixões impossíveis, impossíveis de apagar, seus medos, sua razão mais insana e lúcida. Ainda tremo diante de cada timbre da tua voz tão conhecida, de cada olhar que me chega queimando a retina. Ainda preciso de ti e te amo, como sei, mais certo que a morte, que a recíproca é verdadeira. Mas que o tempo seja o certo... que não nos perca e nem nos deixe esperando em vão no final..... :::Desabafado
às 17:47 por Anna Karenina (Paty).
Sexta-feira, Maio 06, 2005 Se há algo que eu nunca consegui entender em alguma pessoas é o tal sentimento de posse e a inveja... Inveja de mim???? Mas porque???? Sou uma pessoa simples, que não tem nenhuma pose, que só tem umas poucas e bestas palavras, que sente de verdade o que fala, o que demonstra. Não tenho estado nada bem desde dezembro, e os parcos sorrisos que cosnegui exibir no Rio, foi patrocinado por amigos que realmente se mostram a cada segundo amigos de verdade, com amizade selada no mar e tudo o mais. Sinto que algumas pessoas não viram meu convite geral, sinto que muitas pessoas não entendem que quando não estou bem, não gosto de passar pra elas meus problemas.. sinto que não enentedam que não sei escrever uma carta por dia nem mesmo ficar dando reply e comentários em blogs a cada post q vai ao ar.. Sinto que outras pessoas acreditem piamente em tudo o que falam de mim, sem nem ao menos me perguntar o porquê, sem nem ao menos ter o interesse de saber de mim, o que ocorre, ainda mais porque querendo ou não, me conhecia um bucado também. Isso dói demais... Mas enfim, a Nanda me ensinou bem: FODA-SE!!!!!!!!!!!!!!!! Agora o que vale pra mim é o que quero ao meu lado é quem sabe me entender, quem sabe me aceitar como sou... Vou cuidar de mim que sou a pessoa mais importante nesse momento.. Sempre tive uma palavra pra ajudar a todo mundo e hoje??? e hoje que estou mais pra baixo que barriga de cobra??? Escuto e leio difamações??? Não, isso acabou, porque sei o quanto sou especial e a cada dia tenho prova disso, então pra essas pessoas, eu só digo que um dia aprenderão a viver... Pq pra mim sempre valeu muito mais a qualidade do que a quantidade..... E tenho amigos de qualidade do mais alto nível.... E é a eles que ouvirei... Tenho dito.... :::Desabafado
às 23:45 por Anna Karenina (Paty).
Segunda-feira, Maio 02, 2005 ![]() Há vários dias que não tenho aparecido por aqui, e sinceramene não sei mais se faz tanta diferença ou não, a minha presença... Tenho tido toda sorte de problemas, desde emocionais, profissionais, saúde e até de sanidade com minhas palavras que nem sempre são toscas, mas que andam mais perdidas que eu. Estou no Rio de Janeiro há uma semana... Amanhã estarei de volta à Minas... Tenho tentado aprender a cuidar de mim, e tido anjos que estão, como o maior afinco do mundo, me mostrando como trilhar o caminho das pedras. Há muita coisa dentro de mim, e uma a uma estou abrindo as minhas cascas, pra encontrar o que realmente está em mim. Estou me sentindo num turbilhão de emoções que me deixa tonta, tomando remédios que me deixam com sono, tomando banhos que me despertam, pois até que enfim consegui voltar a banhar-me.. Mas enfim... continuo viva, mas não direi que estarei sempre presente, pois há dias em que só vejo o expectro na parede, que nem mesmo me sinto... mas isso tudo irá passar, passará porque é o que eu quero... Agradeço e coração ás pessoas que se mantiveram fiéis ao meu cantinho, que sempre aparecem, que comentam, aos novos que aos poucos passam e vão embora, aos novos que passam, gostam e resolvem ficar vindo sempre.. Peço desculpas aos meus amigos mais "velhos" por ter deixado de visitá-los.. Mas é porque realmente não tenho condições... Enfim... Estou tentando voltar, ás vezes dou mais que dois passos á frente, mas a grande maioria das vezes tenho ficada parada ou retrocedido 4 passos... Mas eu quero voltar a olhar pro céu, que sempre achei muito mais lindo..E o meu copo, ainda, continua meio cheio... Beijos a todos.... com saudades e com amor..... Paty :::Desabafado
às 20:42 por Anna Karenina (Paty).
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