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Quinta-feira, Junho 30, 2005 De repente esse corpo vasto não quer mais descansar, quer se entregar á inércia, ficar parado, mas não quer adormecer... Não sabe mais como escapar da realidade para a Terra do Nunca ou mesmo para os doces braços de Morfeu. Ele quer um porto, que não seja tão movimentado, mas também onde possa sentir as marolas do mar... O sol quente a dourar-lhe a pele. Quer descansar numa paz finita, que saiba ir e vir... Que o deixe sentir e parar. Ele só quer adormecer e sonhar, pois pensar está pesando demais nesses últimos dias.... Patrícia Gomes :::Desabafado
às 00:29 por Anna Karenina (Paty).
Quarta-feira, Junho 29, 2005
Pensei Sorri Quis Beijei Amei Parti Chorei Esperei Renasci... Sorri Quero Brinco Aguardo Sinto Falo Penso... Correrei Dançarei Pensarei Sentirei Amarei Viverei... Patrícia Gomes :::Desabafado
às 00:04 por Anna Karenina (Paty).
Terça-feira, Junho 28, 2005 ![]() Há palhaços que correm soltos pela rua, e não sabem esconder no sorriso falso dos dias quentes, as lágrimas da sua dor latente. O palhaço chora por dentro, enquanto sua maquiagem vai assustando e alegrando as crianças e adultos que se deixam levar pela falsa fantasia... Todo palhaço é triste, pois não leva para si mesmo, o doa aos outros: O sorriso aberto.... Patrícia Gomes :::Desabafado
às 01:03 por Anna Karenina (Paty).
Segunda-feira, Junho 27, 2005 São coisas da vida... Você chega, me ama vai embora e ao mesmo tempo fica... Não sei como permanece, mas está... Mas agora te peço pra partir, pois não te quero mais em mim... Não assim... Aliás... Não te peço, Te expulso! Patrícia Gomes :::Desabafado
às 14:06 por Anna Karenina (Paty).
Sexta-feira, Junho 24, 2005 Nos espaços em branco Vou tentando recolocar as formas Em forma exata. Encaixando como se fossem Peças de algum brinquedo infantil. Deixo os pensamentos um tanto Quanto de fora e atento-me ao Meu instinto... Nem sempre acerto, mas ele me guia Melhor do que a razão pura. Sentimentos cegos são como cães guia, Levam-me para onde tenho que ir, Mesmo que eu não veja o caminho Também, mas saberei ao chegar. Parece que transbordo em verborrágicas Palavras sem sentido, mas cabe a mim Senti-las, e as sinto muito... Sinto muito se você não as entende... Deixo-me escorrer por meus espaços Em branco, como líquida seiva Que me serve de alimento e de Fio condutor juntamente com o sol Que adentra, em fachos de luz, Pela fresta da minha janela semi aberta. Sinto muito se você não me entende... Sinto mais ainda se você não o sente... Mas eu, continuarei seguindo em frente! Patrícia Gomes :::Desabafado
às 17:36 por Anna Karenina (Paty).
Quinta-feira, Junho 23, 2005 Enquanto a folha caia, ela pensava na sua queda, queria ter podido volitar como a folha que suavemente se entregava ao vento naquele segundo dia de inverno. Queria ter as mesmas cores daquela folha: cores fortes, de um tom avermelhado, mostrando a certeza de um retorno. Mas esse retorno é certo... Ela irá adubar a terra, e acabará fazendo parte de muitas outras folhas... E ela, será que conseguirá renascer, se multiplicar como aquela pequena folha tão forte em sua queda suave? Ela quer, vem tentando, mas há dias em que o cinza se torna tão mais embaçado que ela acredita ser mais difícil volitar em si mesma, e se entrega ao macio travesseiro. Lágrimas escorrem, encharcando-o, e embalada pelo delicado som do escorrer, ela acaba por adormecer. Sonha com alegrias, amores, com sorrisos brilhando num dia quente de verão. Ela não sabe, mas já está sorrindo enquanto sonha... Acorda sem lembrar de nada, mas traz consigo o sorriso, que não entende de onde vem e nem o porquê, mas aceita a alegria nova que surge, como se fosse a folha, que sabe que renascerá. Assim ela segue seus dias, em suas atividades, sempre com esse sorriso, que logo desperta a atenção dele, que nunca a vira direito, pois sempre estava de semblante abatido, fechada em sua concha... Hoje ele a olhara e sentiu o sorriso que emanava de dentro dela, que transbordava por todo seu corpo. Seu aroma o atraiu, ele queria chegar mais perto, saber mais daquele sorriso tão novo e inusitado que o estava extasiando. Mas como lhe falar? Passando por seu lado, ele viu em sua mesa um vaso com várias folhas, secas, de todas as espécies, e num rompante ele saiu... Colheu as mais linda folhas que caiam e num vaso as ajeitou... E chegou perto dela, mostrando também o seu sorriso. Entregou-lhe o vaso com as folhas secas e saiu... Havia um bilhete: "Assim como as folhas caem no outono, elas retornam na primavera, e em você hoje eu vi que a primavera veio antes do inverno... Espero poder colher esses sorrisos"... Ela deixou um fio escorrer pela face, e sorriu ainda mais... Sua primavera florescera e já havia quem quisesse desfrutar de suas cores e perfumes... Patrícia Gomes :::Desabafado
às 23:47 por Anna Karenina (Paty).
Quarta-feira, Junho 22, 2005 Primeiro dia de inverno... Primeiro dia do signo de câncer... Numa manhã ensolarada, onde uma brisa suave acariciava o dia, Ela, tão pequenina, tão aflita Não quis mais esperar... E assim, minha linda e pequenina Giovanna, nasceu, com um choro forte mesmo aos 7 meses... Veio mais cedo, porque seu coração já anseia em nos alegrar ainda mais... Minha sobrinha amada... Primeira em tudo... Que forte será... E brilhará cada dia mais forte, como o sol que iluminava o dia enquanto ela também nascia... Bem vinda, minha amada sobrinha Giovanna.... Tia coruja, Patrícia Gomes - Uberlândia, 21/06/05. :::Desabafado
às 22:47 por Anna Karenina (Paty).
Sábado, Junho 11, 2005 ![]() :::Desabafado
às 14:29 por Anna Karenina (Paty).
Quinta-feira, Junho 09, 2005 ![]() Falar... Nunca foi tão difícil pra eu falar, como hoje. Logo eu, sempre tão prolixa. Colocar todo um museu em aberto e deixar escapar as fuligens e teias de aranhas que lá estavam. Lidar com cheiro de mofo, com as dores antigas, com as cicatrizes que julguei curadas. Tanta coisa que eu escondi de todo mundo e tentei esconder de mim mesma, com meu jeito de ver o mundo cor-de-rosa, pra ver se doía menos. Hoje me senti como se estivesse em plena hipnose, numa catarse rápida, mas que ainda não acabou... Sentido tudo de novo, os toques, as dores, os cheiros, os medos, as fugas, as culpas, os remorsos e mais ainda o fato de ter me calado durante tantos anos e por tantas coisas, e nunca por mim, sempre em nome de alguém que nem sabia o que eu estava fazendo ou vivendo... Não estou lambendo as feridas, muito menos tendo autopiedade, isso é muito fácil, não precisaria me dar ao trabalho de sentar e escrever. Não é comiseração, nem querer chamar a atenção de ninguém... Isso que sinto é só meu, e essas palavras são minhas enquanto as lanço aqui, como são meus esses sentimentos que aqui deixo, já não me importando mais se alguém vai ou não entender, se alguém vai ou não me julgar. Não me justifico, mesmo já justificando... Hoje, nesse instante estou só sentindo todo o limbo de um museu tão velho quanto eu imaginava que era o meu esquecimento... À noite nem está tão fria, mas estou tremendo tanto, estou toda coberta, mas é um frio diferente, como se ele viesse de dentro dos ossos até à pele, por isso acho que não me aqueço. Mas esse falar de hoje, me trouxe uma certa leveza, como se agora eu não estivesse mas que enfrentar tudo só, mesmo sabendo que sou eu a única a resolver... É, é mesmo engraçado quando a gente é prolixa com o que se julga não dever ser e se silencia no que é mais precioso falar. Mas como saber quando se é tão pequena? Patrícia Gomes :::Desabafado
às 20:55 por Anna Karenina (Paty).
Quarta-feira, Junho 08, 2005 Há um certo alento em saber que, mais cedo ou mais tarde, turo irá passar. Mas o que seria esse tudo que sinto, muitas vezes, como sendo um nada que me desmonta e me quer fazer de quebra-cabeças? Mas enquanto tudo não passa, enquanto vou me enciaxando em cada peça, errando e acertando espaços tão parecidos uns com os outros, eu vou me montando, conheccendo limites tão ínfimos, que antes não via, vendo brechas que antes via mínima e percebo agora a real dimensão de cada uma delas. Tenho deixado o espelho um pouco de lado, porque quero descobrir na pele as faces que se cravaram e que eu não percebi... Quero saber na carne, das faces que tenho e que mais ninguém sabe ver.... Quero deixar o sangue fluir, não mais como um rio que corre sozinho e que sabe onde vai... Mas quero que flua quente, alegre e decidido. msmo que muitas vezes se veja perdido em alguma outra artéria....... Patrícia Gomes :::Desabafado
às 20:48 por Anna Karenina (Paty).
Terça-feira, Junho 07, 2005 Quando o amor me chama, Eu vou... Quando minhas lágrimas caem é porque ele me deixou.... Mas logo as seco...Porque na hora mais incerta, que é a certa, a vida flui novamente.. A minha está fluindo... E será melhor do que antes... Patrícia Gomes :::Desabafado
às 19:58 por Anna Karenina (Paty).
Segunda-feira, Junho 06, 2005 Há um ditado que sempre ouvi da minha mãe e que não há nada mais certo nesse mundo: A gente só colhe aquilo que planta. Há muito tempo eu tenho escrito as minhas palavras, toscas, para muitos, erradas, com erros que beiram ao absurdo, por que, assim como erro na vida, também não teria porque não errar no português. Mas as minhas palavras são palavras sinceras, de quem sente e não tem medo de admitir e dizer a todo mundo o que dói e o que alegra a alma... Minhas palavras sao claras tanto quanto eu sou... Quem me conhece bem, sabe muito melhor do que eu estou querendo dizer. Muitos sabem que desde dezembro eu enho enfrentando vários problemas, incluisve de saúde, que aliás, neguinho vive espalhando por aí que é mentira, mas enfim... Não devo satisfações a ninguém. Por isso o blog ficou parado, por isso parei de visitar todo mundo, e fiquei parada em meu canto, sem escrever as cartas que eu sempre escreveia a várias pessoas. Mas mesmo assim, continuei sentindo e expondo em palavras os meus sentimentos e com isso, acabei por conquistar muitas amizades verdadeiras e passei a ser recohecida e muitas vezes, agradecida por fazer bem a alguém que nunca vi, por ter dito algo que melhorou seus dias.. É por essas pessoas que eu volto... E volto com uma notícia mais que feliz... Uma portal sabendo das minhas poesias e textos, me convidou para um entrevista, que eu, já feliz da vida cencedi... Só que hoje, na verdade, saiu a matéria a meu respeito e juntamente com ela uma intimação: Um convite para ser colunista do portal... Isso significa que eu estou conseguindo alçar meus vôos, mesmo que tentem amarrar minhas pernas... Pra quem quiser conferir, o portal é o Pauta Livre. E podem ter certeza, eu agora vou voar muito mais alto... E com asas mais fortes do que as de Ícaro.... Obrigada a quem sempre me incentivou, me disse o que sentia ao ler-me, e por me ter com carinho... Não tinha mesmo como deixar de compartilhar essa alegria com vocês. Patrícia Gomes :::Desabafado
às 02:22 por Anna Karenina (Paty).
Domingo, Junho 05, 2005 Tempo Afora -Ney Matogrosso e Pedro Luis e a Parede Composição: Fred Martins e Marcelo Diniz onde mora a ternura onde a chuva me alaga onde a água mole perfura dura pedra da mágoa eu tenho o tempo do mundo tenho o mundo a fora eu tenho o tempo do mundo tenho o mundo a fora quando o carinho acontece quando a garoa é macia e se cura e se esquece a dor num canto vazio eu tenho o tempo do mundo tenho o mundo afora onde a alma se lava aonde o corpo me leva onde a calma se espalha onde o porto me espelha eu tenho o tempo do mundo tenho o mundo a fora eu tenho o tempo do mundo tenho o mundo a fora quando me lembro de tudo quando me visto de nada e me chove e descubro quanto você me esperava eu tenho o tempo do mundo tenho o mundo afora Meu mundo é vasto e começa dentro de mim mesma que vou me achando em cada esquina que julgava perdida.. Cacoete de texto, como diz a Nanda, mas assim sou eu... Sou errada, as vezes acerto, erro muito em português, mas de nada me deserto. Assumo minhas palavras, meu sentimentos, meu medos, amores e ainda por cima minha fraqueza. Sou mulher de falar uma vez só e de não ficar repetindo mil vezes pra torrar o ouvido de cada um, quem quer crer, creia, quem não quer, que se FODA mesmo... Eu sou mais eu, sou porque sei o quanto sou boa em quase tudo que faço, do contrário seria perfeita e não estaria aqui. Mas se incomodo, se faço falarem de mim é porque na verdade estou mais junto de cada um do que imaginam... E do que eu realmente gostaria! O ódio nos aproxima mais das pessoas do que o amor .... Beijos a quem me ama e aos que me odeiam, ou invejam, ou que sintam qq coisa pequena por mim... Sinto mto, mas passo a ignorar a partir de agora.. Com ou sem erros de português.... Patrícia Gomes :::Desabafado
às 01:29 por Anna Karenina (Paty).
Quinta-feira, Junho 02, 2005 Hoje eu gostaria de me deitar em teus ombros e te fazer ouvir o som da chuva... Da chuva que cai dos meus olhos e, que sei, só você poderia entender.... É uma chuva que cai por vários motivos, razões e, sem meu consentimento... Eu não queria mais chorar, mas sim secar, pra ver se volto a sorrir.... Mas é tão difícil.. Há dias em que tudo fica mais difícil do que parece. E mesmo em meio à outras atividades eu fico pensando em tudo, alheia a tudo... E fico pensando em você, procurando por você em cada esquina do caminho... Mas não o vejo, e nem sei se saberei ver, pois ainda não o conheço.... Mas não quero mais procurar, tudo tem parecido tão vão, que é melhor eu sossegar e ficar no meu canto... Não te conheço, você não me conhece, ás vezes até nos conhecemos, mas nos perdemos em alguma das muitas trilhas que rodei... Mas na falta do teu ombro, vou mostrar o som da chuva às plantas do jardim..... Por Patrícia Gomes :::Desabafado
às 22:04 por Anna Karenina (Paty).
Quarta-feira, Junho 01, 2005 O Silêncio das Estrelas - Lenine Solidão, o silêncio das estrelas, a ilusão Eu pensei que tinha o mundo em minhas mãos Como um deus que amanhece mortal E assim, repetindo os mesmos erros, dói em mim Ver que toda essa procura não tem fim E o que é que eu procurei afinal Um sinal, uma porta pro infinito irreal O que não pode ser dito, afinal Ser um homem em busca de mais :::Desabafado
às 22:02 por Anna Karenina (Paty).
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