Não Apresse o Rio.. Ele Corre Sozinho
..." agora sinto necessidade de palavras - e é novo para mim o que escrevo porque minha verdadeira palavra foi até agora intocada. A palavra é a minha quarta dimensão. ....Escrevo por acrobáticas e áereas piruetas - escrevo por profundamente querer falar. Embora escrever só esteja me dando a grande medida do silêncio." Clarice Lispector.

Retrato Desabafado
Nome: Patrícia Gomes
Idade: 32 anos
Niver: 04/02
Signo: Aquário, com ascendente em gêmeos e lua em peixes...
Apelidos: Paty, Patuska, Fifi, Dori,Sempre Viva, Le Fey...
Gosto de: Vinho, MPB,Poesias, Internet, Fados, Ler, Escrever, Sorrir, Chorar,Verdade,Desabafar, Velas, Banhos no escuro, Chuva, Amigos...
Não Gosto de: Mentiras, Hipocrisia, Falsidade, Intolerância,Desculpas esfarrapadas,Inveja, Orgulho, Preconceitos..


Nome: Paty
Signo: Fogo
Profissão: Sonhadora
Gosta de: Respeito, Desejo, Força, Sedução, Olhar, Beijo molhado, Vinho e de Velas.
Não gosta de: Burocracia, Falsidade, Inveja

Paty é mulher rara, destas que quando se encontra, vale como prêmio de loteria. Ela não precisa muito pra se fazer notar. Seus olhos, seu corpo, sua energia se comunicam por ela.
E pra quem acha que acabou, esperem até a moça falar. Paty seduz com o corpo e com a mente. Mas Paty não mente. É sincera. Assusta. É mulher incomum, por vezes delicada, por vezes fêmea no cio. Paty é tudo isso e muito mais. E o melhor: Paty é de verdade.

Vista pelos olhos do Lobo





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O Livro do Desassossego
Todos os Nomes



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Na Boca do Lobo
O Náufrago
Pela Estrada
Sin to win
Solidão de Alma
Vergonha do Pé




Desabafos Passados




online




Terça-feira, Janeiro 31, 2006




KIARA

Parida prematuramente de
Um corpo ressequido,
Foi despojada de uma vida
Que julgaram não merecia.
Tida como estorvo, de tranqüilo
Livramento, foi lançada a água
Como fim de um tormento.
Dada a luz pelas águas do rio,
Num choro sentido ao longe, fora
Ouvida por asas de anjos em passeio
Pelos braços da lagoa foi
Entregue a luz da vida...
Após o choro, o silêncio
Pousando nas asas dos anjos
Por medo de uma repentina partida...
Mas o silêncio foi de agradecimento
Por estar sendo erguida diante da vida!


Patrícia Gomes
Imagem: Anne Geddes


Homenagem à menina "Kiara", que foi resgatada viva de dentro de um saco jogado na lagoa da Pampulha em Belo Horizonte no sábado, 28/01/06.

:::Desabafado às 18:27 por Anna Karenina (Patuska).
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Segunda-feira, Janeiro 30, 2006




Todos os Nomes
de José Saramago


O mais recente romance de José Saramago tem por título Todos os Nomes e desvela-se como mais um aditamento àquilo que vem na linha de Ensaio sobre a Cegueira: a reflexão sobre a precaridade da vida humana, reflexão esta protagonizada por gente vulgar, neste caso um auxiliar de escrita de uma hipotética Conservatória Geral do Registo Civil. Como no romance anterior, as personagens não têm nome próprio, sendo identificadas por uma perífrase ("a senhora do rés-do-chão", "a mãe da criança", "o marido ciumento", etc.). Exceptua-se a personagem central, o sr. José.

Perpassa ao longo do romance uma paisagem de chuva e de escuridão. A Conservatória Geral do Registo Civil é pouco iluminada e a escuridão do sótão da escola assusta o auxiliar de escrita que se mune de um foco aquando do assalto à escola. A maior parte das cenas, ou sucedem de noite, ou em edifícios fechados onde escasseia a luz. Toda esta ambiência é de certo modo o retrato caricatural dos medos e preconceitos humanos.

Além da escuridão, chove constantemente. Tal perturbação atmosférica vem já de outros romances. Destacamos O Ano da Morte de Ricardo Reis, que começa numa tarde chuvosa com o médico regressado do Brasil a entrar encharcado no hotel. O sr. José percorre as ruas da cidade onde chove constantemente. A atmosfera é cinzenta, soturna, húmida. Perpassa um frio espectral em todos os ambientes descritos.

Em Todos os Nomes não há voos metafísicos. Tudo se desenrola cá em baixo, entre o mundo de pedra e cimento, catalogado em extensos ficheiros, criado pelo homem e que o sufoca. O próprio protagonista tem a fobia das alturas. Tudo é demasiado chão. Tanto mais que o protagonista é homem de pouca cultura, em que as suas leituras não vão além dos jornais e das revistas donde ele recorta notícias para a sua colecção de personalidades famosas. As reflexões que se elevam um pouco do solo são aquelas que o sr. José tem com o tecto da sua casa, a própria consciência.

Sendo uma romance onde se problematiza o humano, Todos os Nomes não deixa de ser até certo ponto divertido, talvez o mais divertido de todos os romances que José Saramago escreveu, onde uma ironia que toca o rifão popular vai fazendo sorrir a cada passo o leitor.

José Leon Machado

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Quinta-feira, Janeiro 26, 2006




Em Mãos


A vida é acolhida por elas,
E num breve adeus se despedem
No aceno breve e nem sempre
Fácil de dar e colher.
Desejos fazem delas o tato
Certeiro, o veículo para trilhas
Sinuosas e muitas vezes úmidas.
Na fé se unem e em caridade
Ajudam a outras menos favorecidas.
Sabem ser leves e pesadas
Em qualquer momento que chegue.
Mãos de súplicas, orações, paixões
De criança aprendendo a tatear a vida,
De molecagens na fase despreocupada
De tão vasta vida!
Arte que escorre rendando imagens,
Trançando palavras e sentimentos
Em telas brancas que se agigantam em
Multiplicadas cores vivas.
Trabalho muitos, sem fim, uns tantos
Pesados, duros, sacrificados e até
Mesmo escravo, infelizmente...
Mãos que dividem o pão, o árduo
Trabalho, as emoções...
Também causam dor, esmagam,
Matam sem serem forçadas à defesa.
São olhos que sentem a vida, que
Trazem claridade para os que vivem
Em sombras e que não se acomodam.
Mãos...
Tanto a dizer, por estas que não são
Longas e nem calejadas, mas que trazem
Nas pontas de seus pequenos dedos, a
Força de viver e de nada deixar em vão...


Patrícia Gomes
Imagem: Jo Son

:::Desabafado às 01:26 por Anna Karenina (Patuska).
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Quarta-feira, Janeiro 25, 2006




APANHAR FOME

Tenho fome
Daquelas que
Não se sacia
Em cio uivo
Teu nome
Diante do olho
Que me acaricia
Em tua pele de canela
Cravo meus dentes
Famintos e sugo
Teu gosto
Suado e quente
Num sorriso
Indecente
Passo a língua
Pelos lábios no
Claro desejo
De mais
Em minha nuca
Desnuda arde
O roçar da tua
Barba mal feita
E tua língua
Rastreia na pele
O caminho do teu
Desejo.
Suga o leite
Do meu prazer
Em minhas tetas
Fartas enquanto
Outras partes
Secretam o gozo
Em puro deleite
Minhas unhas
Garras de águia
Cravam em tua
Pele e minha boca
Suga-lhe a glande
Empreendendo o
Vôo pra saciar
A fome
Mas esta não se sacia
E entre risos e
Beijos
Línguas e mãos
Se digladiam
Numa luta
Sadia
Tua boca cala
Os lábios baixos
E a brasa do
Meu corpo
Se encharca
Numa quase
Prece
Dedos
Reverenciam
Meu ventre
E em estocadas
Ritmadas entre
Leve e funda
Inunda-me
A gruta
Mantendo
Entre dentes
Meus lábios
Trêmulos
De gemidos
Lânguidos
Roucos
Loucos
Na fome
De dois
Os sexos
Se cobrem
E juntos
Jorram o
Raro alimento
Que por pouco
Tempo há
De saciar
Os que
Sempre têm fome...

Patrícia Gomes
Imagem: AnneBrigman



:::Desabafado às 00:41 por Anna Karenina (Patuska).
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Terça-feira, Janeiro 24, 2006




DEBALDE

Desejos
Tantos
São
Reclames
Mudos
Tudo
Furtivamente
Em vão...

Patrícia Gomes
Imagem: Ewa Brzozowska

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Segunda-feira, Janeiro 23, 2006




NOMEAÇÃO

Furto na esquina
Palavras que possam
Beber o sentido das
Lágrimas que rolam
Escaldando a face.
Elas rolam em grandes
Goles, sulcando a pele
Numa dolorosa aragem.
Semeiam ventos fortes
Que expulsam do corpo
Todo resquício de força.
Esquadrinham os sentimentos
Encobertos pela razão
Ou os que se aninham
Nas entrelinhas da pele opaca.
São lágrimas que banham,
Desprendidamente, nos
Lábios trêmulos a palavra que fere
Sem, ao mesmo, ser pronunciada:
Teu nome....

Patrícia Gomes
Imagem: Ellen Schuster

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Domingo, Janeiro 22, 2006


Há algum tempo que venho maturando a idéia de colocar uma coluna cultural por aqui.
E hoje eu me decidi. Toda semana. aos domingos, estarei colocando aqui o link para algum arquivo na íntegra. Poderá ser um e-book ou um cd... Colocarei o link para que possam baixar o arquivo completo e seguro.
Deixarei os links sempre disponíveis no lado esquerdo do template, e assim quem quiser poderá achar com facilidade.



Hoje começarei deixando uma pérola maravilhosa da literatura portuguesa, que é O Livro Do Dessassosego do Fernando Pessoa.
Para baixar, basta clicar aqui ou na imagem.
Espero que gostem e divirtam-se...

:::Desabafado às 14:48 por Anna Karenina (Patuska).
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Sábado, Janeiro 21, 2006




DESAGRADO

Lavrei o negro chão da noite
Em madrugas frias...
No calor calcinado do
Verão, que sempre chovia,
Semeei um campo de estrelas
De um brilho raro e
Agüei com pétalas mornas
De um cristalino serenar.
Preparei para você,
Com muito zelo, uma
Perfeita lua cheia e
Você, displicentemente,
Não veio...

Patrícia Gomes
Imagem: Rob Matheson

:::Desabafado às 02:59 por Anna Karenina (Patuska).
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Sexta-feira, Janeiro 20, 2006




Simplesmente chega um dia em que
O chão grita para ser varrido
Que as vidraças querem se banhar
Sem o morno que escorrega da chuva
O banheiro quer mais do que o soluço
No ar com cheiro de pinho ou lavanda
Os móveis pedem para respirar sem
As manchas de mãos solitárias que se
Agarram ao pó dos dias cinzentos
Os armários não cabem mais os bailes
Desajeitados de vestidos e ternos em
Passos de sapatos e sandálias desalinhados
No descompassado preto e branco do filme passado
O presente quer o colorido da roupa que
Sai da máquina limpa e com cheiro de
Futuro feliz que só aguarda o amaciar
Dos sorrisos limpos depois da faxina...


Patrícia Gomes

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Quinta-feira, Janeiro 19, 2006




Quantas palavras me surgem sem que me dê por conta disso. Nada parece passar incólume diante de tantas sombras que me rondam e que se escondem nas excessivas entrelinhas de minhas muitas frases escondidas por sob a pele que se arrepia mesmo quando venta mornamente o verão.
Não consigo deixar de lançar palavras ao mundo, mesmo que não entenda bem os seus significados muitos, procuro por explicações que me levem ao entendimento de todas elas. Outras aprendi a simplesmente sentir, mas algumas outras são um tanto quanto arredias, e essas eu persigo como uma raposa faminta de alimento fresco.
Há tempos que tudo se transfigura em cores pálidas que teimo em pintar em novas aquarelas. No entanto, algum todo, de alguma outra parte, rejeita as cores que meu olhar teima em fazer brilhar seja nas noites de céu alto e escuso, como na claridade harmoniosa e consoladora de uma radiante aurora.
Não desisto! Apenas paro por instantes e deixo que as cores voltem a tomar seu devido lugar em seu, mais que certo, tempo e, assim, volto a colorir a minha aquarela vida com as cores que escolhi ver, mesmo divisando as muitas que transitam de um extremo ao outro teimando em brigar com meu arco-íris semi-infantil...

Patrícia Gomes
Imagem: Shana

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Quarta-feira, Janeiro 18, 2006




CEGUEIRA

Credo, cores, raças, crenças
Vozes que gritam em defesa
De comunitários pensamentos
Ações que se unem em torno
Da defesa do todo comum
Mas cegos há que não percebem sua voz
Frágil e degradada se impondo
Ou a cegueira é imposta
Como degradante cru e real
Mas o que há por detrás dessa
Retina que não consigo divisar
Baça e nem com bons olhos?
Imposta cegueira que degrada...
Degradado cego que se cala...

Patrícia Gomes

:::Desabafado às 01:32 por Anna Karenina (Patuska).
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Terça-feira, Janeiro 17, 2006




CAMINHO DE PEDRA

Não desejo saber teu nome
Ou como ama ou deixa de
Amar tão simplesmente
Não me interessa o imediatismo
Que há no humano...
Tudo é vagamente demasiado
Quem somos seria o passo exato
Para quem quer respostas
Mas não é o exato, o estático, o
Movimento que baila frenético
Em palavras cheias de cores e sons
Quanto a lua que se posta prateada.
Não quero e nem procuro a
Superfície que marola com
O vento crespo e morno
Quero ver o coração e os olhos
Da pedra que nos molda...

Patrícia Gomes
Imagem: Anka Gostkowska


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Segunda-feira, Janeiro 16, 2006




TODOS OS NOMES

Todos os nomes
Nada me dizem...
Nada me faz
Aceitar a busca
Do que o outro
Não queira dar.
Não busco nada,
Aceito o que
Chega por
Vontade do outro.
Buscar o outro...
Nessa armadilha
Não caio, nem quero...
De infrutífero e malsucedido
Já bastam os secos
Amores no inverno...

Patrícia Gomes
Imagem: Darren

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Domingo, Janeiro 15, 2006




SABORES

Vida que passa ligeira, muitas
Vezes rasteira e que não se furta
À Lentidão que ofusca as horas
Denotando sabores e dissabores...
Temperos muitos podem servir
Inclusive os errados quando é
Preciso provar uma diferente visão.
Para introspecção necessita-se do
Forte cominho...
Para os que precisam se olhar nos
Olhos e também para os que querem
Dizer sim, o doce amargo da canela...
E sal, tanto para a comida quanto para a
Vida se tornarem mais saborosas...

Patrícia Gomes
Imagem: Zefa

:::Desabafado às 03:25 por Anna Karenina (Patuska).
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Sábado, Janeiro 14, 2006




MODERAÇÃO

Na desinquieta paz de tua falta
Amarga a imposição da ausência.
Na falta do teu corpo aprendi
A brincar com a paixão que arde
Queimando o meu...
Não sei fazer amor!
Aprendi a saciar minha agonia
Tocando meu corpo como teu,
Extenuando-o em suores e tremores
Enquanto te persigo pela vida
Querendo ver-te desfigurado, humano
Para que assim, quem sabe,
Consiga ao menos tentar
Amar-te com moderação!

Patrícia Gomes
Imagem: Marta Glinska

:::Desabafado às 19:27 por Anna Karenina (Patuska).
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Sexta-feira, Janeiro 13, 2006




SIM... SOU SIM...

Deixo de dizer o que sou
Pois que já não me vê
Mais como sou...
Você é quem me diz que
Estou diferente
Mas como posso dizer
Que não sou se essa medida
Já me declara um novo ser?...
Eu sou o que sou e
Deixa estar a sua dúvida...
Sou o que sou
Não estou no teu nem no do outro
Estou diferente do que sou
E mesmo assim, estou provando
Que sou o que sou
E que assim vou dizendo e desmentindo...

O que sou...



Patrícia Gomes

:::Desabafado às 05:11 por Anna Karenina (Patuska).
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Quinta-feira, Janeiro 12, 2006




SILÊNCIOS

Olha-me com olhos claros
Silentes
Toca-me com mãos mornas
Silentes
Fala-me com a boca de sorrisos
Silentes
Manda-me embora com afagos
Silentes
Diz-me entre dentes que não está
Silente...
Enquanto o amor se esvai lenta e
Silenciosamente...



Patrícia Gomes

Imagem: Mona Kuhn

:::Desabafado às 19:40 por Anna Karenina (Patuska).
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Quarta-feira, Janeiro 11, 2006




INDIVISÍVEL

Distintamente não desejo
Desvincular de ti o meu prazer...
Atentamente não me deixo
Tentar pela divisão insana.
Sabiamente vislumbro como
Deslumbrada aceitação...
Não... O amor não é aprendido e
A imortalidade é meu horizonte
Pois que amor e paixão, em minha
Carne e na tua, são indivisíveis
E consiste na graça divina de
Brincar com o tempo!

Patrícia Gomes

:::Desabafado às 23:04 por Anna Karenina (Patuska).
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Segunda-feira, Janeiro 02, 2006




ALGO DE SONHO

Na distância de espaços poucos
Íamos nos aproximando...
Olhares se tocavam lentamente
Percorrendo a pele como a mão
Que passeia pela seda [nada fria]
Parado no tempo, o mesmo mestre
Quedava a nos olhar
[Nos] Aproximávamos com a delicadeza
Da respiração suspensa e os olhares
A tudo dizer.
Algo de pele roçava e os aromas
Um do outro a nos mergulhar, desenhando
Em nossa mente um mapa para
Uma eventual, futura, não querida ausência.
Respirações intimamente trocadas
Como a mais pura demonstração de amor...
O efetivo primeiro toque nos trazendo para
Mais perto, nos ensinando o verdadeiro
Sentido do calor que se troca
Quando se toca, de fato, a paixão.
Findando o infinito encontro, bocas se
Falam em línguas úmidas de desejos
Muitos; sons não mais se permitem
Falar e claros, calmos, se calam na
Constância do abraço no
Divino espaço de beijar...



Patrícia Gomes

Imagem: Susan Johann

:::Desabafado às 01:31 por Anna Karenina (Patuska).
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