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Segunda-feira, Fevereiro 27, 2006 ![]() Memórias de minhas putas tristes é uma jóia narrativa. Lançado mundialmente em espanhol no final de 2004, o romance já ultrapassa 1 milhão de exemplares vendidos e chega ao Brasil com tradução de Eric Nepomuceno. Ao revelar a história de um velho jornalista que decide comemorar seus noventa anos com uma noite de amor com uma jovem virgem, García Márquez constrói um hino de louvor à vida e, por extensão, ao amor, já que um não existe sem o outro no imaginário do Prêmio Nobel de Literatura de 1982. Memória de Minhas Putas Tristes Você será direcionado para site Megaupload. No canto direito superior terá uma contagem regressiva, espere chegar até o final, e, em seguida aparecerá um quadrinho com uma propaganda, feche esse quadro e aparecerá atrás dele o botão para se fazer o download. :::Desabafado
às 15:45 por Anna Karenina (Patuska).
Quarta-feira, Fevereiro 22, 2006 MORMAÇO No dia que nasce Morno em brisa que Sopra quase fria Suaviza o que me Arde a pele macia... Assim parece ser Mas entre os lençóis Queima meu ventre Cobiçando os carinhos Do corpo maduro Que ambiciono ter Pesando sobre o meu As horas passam lentas Enquanto você não chega Para abrasar teu corpo Junto ao meu. Nessas horas arrastadas Imagens cálidas invadem A mente, deslizam pelo Corpo em mãos escorregadiças Estreitam vales, percorrem Estreitos úmidos em cortocidos Gemidos quase agudos. Entre um espamo e um rouco Grito, visualizo você chegar Ou seria apenas o mormaço Onírico do gozo?! Patrícia Gomes Imagem: Jerom :::Desabafado
às 23:23 por Anna Karenina (Patuska).
Terça-feira, Fevereiro 21, 2006 Meus dedos não querem mais pensar sobre essa folha alheia, fria e seca. Querem sentir a maciez da pele, os pêlos a acariciar levemente a palma. A realidade que se movimenta a cada segundo. Estão cansados dessa estática utopia. Querem decorar a geografia de um corpo amado... Ler, como em braile, cada ruga, sorriso e o suor. Estão cansados da minha pele, do meu suor e dos meus pêlos. Quero que o amor me chegue assim, inesperadamente, como que me saltando à nuca por trás. Um amor em que minha alma e meu corpo possam envelhecer de mãos dadas, juntos e em harmonia. Não quero mais os complôs de corpos que só querem se aproveitar da situação vazia. Acredito que no amor não haja compromisso firmado em alianças ou papéis. Quando amo me entrego por inteira. E é assim que sempre acreditei que deveria ser. Quero, de uma forma livre e surpreendente, manifestar o que sinto. Sentir-me completamente livre e à vontade com o amor, desligada de tudo, de qualquer convenção, de todo pudor e inibição, e, ao mesmo tempo, estar conectada a tudo. Mas quando o amor ocupa, ao mesmo tempo, o corpo e a alma, ele absorve e precisa de mais tempo... Quero ter esse tempo carregado e cheio dessa liberdade amorosa e dessa entrega liberta. Patrícia Gomes - Fragmento do futuro Águas Turvas. Imagem: xsplendor :::Desabafado
às 01:12 por Anna Karenina (Patuska).
Segunda-feira, Fevereiro 20, 2006 TRATO Em preto e branco de um Gasto retrato, dá-se o trato Novo no desbotado embotado Olhar que mergulha em Branca busca do que em Uníssono declara Negro com doce jabuticaba. Chimia escorre pelos cantos Em talo jabuticabeira... Nas entrelinhas de raízes expostas Caça-se o tempo que se perde Facilmente em dias de Tão vasta vida vadia Do olhar despertando brilha A noite quente de tantos Frios dias bem vividos! Patrícia Gomes em texto e imagem.... :::Desabafado
às 13:33 por Anna Karenina (Patuska).
Domingo, Fevereiro 19, 2006 ![]() Clarice tem olhos que suplantam a realidade e transformam a banalidade em algo que não se consegue ignorar tamanha a importancia que o fato adquire. Neste livro, o encontro entre a mulher e a barata é simplesmente um choque existencial... Aliás, toda a sua obra tem um cunho extremamente existecialista! Mais um que recomendo e deixo a quem quiser, como um presente! A Paixão Segundo G.H - Clarice Lispector Clicando no link, você será direcionado para site Megaupload. No canto direito superior terá uma contagem regressiva, espere chegar até o final, e, em seguida aparecerá um quadrinho com uma propaganda, feche esse quadro e aparecerá atrás dele o botão para se fazer o download. :::Desabafado
às 11:56 por Anna Karenina (Patuska).
Sexta-feira, Fevereiro 17, 2006 Mel dos Dias Canto a canção que Me cicatriza, Que estanca o rubro Quente que corria Forte pela ferida aberta... Cubro a solidão com O manto da harmonia Nova que encanto com O som suave do meu canto A letra cheia de sorrisos Sol, mesmo em claves de Luas nuas... Deixo no ar mel em Odes de dias melódicos Cheios de esperanças E enquanto canto Encanto-me... Patrícia Gomes :::Desabafado
às 16:03 por Anna Karenina (Patuska).
Quinta-feira, Fevereiro 16, 2006 Falar para Dentro... Falo de ti Para calar em mim Algo que só faz Com que te veja e, assim, Inteira em sorrisos Me dôo, mesmo quando A dor molha o esboço Desbotado do que fora beijo. De ti recebi olhares e Beijos que, na proximidade, Nada diziam da frieza De certas tardes de verão... De ti, em forte tom, Compus palavras gravadas Na voz pirralha da Vontade crua... Vejo o sol ardendo o dia e, em Minha grande cama vazia Sinto a lua nascer Em frios veios de prata Que, tal qual punhal, desfiam O cetim noite do céu que Fora azul granulado de branco. Enquanto falo de ti, A noite morre no horizonte Ao passo que o crepúsculo moroso Avermelha a pele que, encanecida, Se sente perdida de si por Não haver mais sentido Falar a quem já não mais escuta... Calo-me e disponho meus sonhos Em uma cama de folhas secas já Que não há mais sentido em falar De esperas, ainda mais de esperar Por quem, tão certo, não vem... Patrícia Gomes Imagem: Sue Anna Joe :::Desabafado
às 17:27 por Anna Karenina (Patuska).
Terça-feira, Fevereiro 14, 2006 Oceano-me Não há redoma de vidro ou Cristal que me possa reter. Não há diques e nem me deixo Prender por eles. Escorrego num braço de mar, Oceano-me e rio com pedrarias De sal em meus cabelos e Brilho de estrelas nos olhos Que já há muito deixaram de Ser baços... Agora escorro por dedos leves, Toques sutis e sorrisos abertos No mar, céu, criando um elo em mim E além de mim.... Patrícia Gomes Imagem: Corbis :::Desabafado
às 13:30 por Anna Karenina (Patuska).
Domingo, Fevereiro 12, 2006 ![]() Revelada nas casas de samba da Lapa e do Centro do Rio, a cantora Teresa Cristina estréia no mercado fonográfico com estes dois CDs, nos quais ela, acompanhada pelo Grupo Semente ¿ formado pelo cavaquinista João Callado, o surdista Ricardo Cotrim, o pandeirista e vocalista Pedro Miranda e o violonista Bernardo Dantas ¿ relê maravilhosamente parte da obra de Paulinho da Viola, no ano em que o sambista portelense completa seis décadas de vida. Mas o mérito desta obra-prima não é só de Teresa ¿ ótima cantora, dona de uma voz doce e suave, sem floreios ou exageros ¿ e do Grupo Semente, mas dos ótimos músicos que os acompanham: Cristina Buarque (coro), Kiko Horta (acordeom), Ovídio, Marcos Esguleba e Paulinho do Pandeiro (percussão), entre outros. Todos muito bem produzidos pelo experiente Paulão 7 Cordas, que também empresta seu violão em algumas faixas. Nos dois CDs, Teresa passeia por partidos-altos, choros, sambas-canções e sambas-enredos de Paulinho da Viola, relendo com extrema beleza clássicos como Foi Um Rio Que Passou Em Minha Vida, Coração Leviano, Argumento, No Pagode do Vavá, Moema Morenou e músicas não tão conhecidas, como as instrumentais Choro Negro e Inesquecível. O primeiro CD abre com Meu Mundo É Hoje (Eu Sou Assim) e conta com a presença do conjunto Época de Ouro em Samba do Amor, do próprio Paulinho em Depois de Tanto Amor e da Velha Guarda da Portela em Coisas Banais. O ponto alto é Quando Bate Uma Saudade, em que Teresa divide os vocais com Pedro Miranda. O disco acaba com Foi Um Rio Que Passou em Minha Vida. Já o segundo CD, que começa com Argumento, traz outras pérolas de Paulinho como Amor À Natureza, Pecado Capital e Para Ver As Meninas, esta com a participação novamente do Época de Ouro. Também marcam presença Elton Medeiros, parceiro constante de Paulinho, em Tudo Se Transformou, e a Velha Guarda da Portela no pot-pourri Pode Guardar As Panelas/Perdoa, que encerra o disco com chave de ouro. Destaque também para o pot-pourri Conversa de Malandro/Responsabilidades, que traz apenas Pedro nos vocais. Os discos trazem, além das letras das músicas, as cifras para violão. Pra ouvir um pouco mais e para vê-la, Teresa está ás quintas, no centro Cultural Carioca (rua do teatro, 37, Praça Tiradentes, Centro, tel. 00++/21/2252-6468). às sextas, no Carioca da Gema (rua Mem de Sá, 79, Lapa, tel. 00++21/2221-0043). Clicando na imagem ou no link do lado esquerdo do layout você será direcionado para site Megaupload. No canto direito superior terá uma contagem regressiva, espere chegar até o final, e, em seguida aparecerá um quadrinho com uma propaganda, feche esse quadro e aparecerá atrás dele o botão para se fazer o download. Os arquivo está compactado na versão .rar e está completo, com todas as músicas do dois cds. :::Desabafado
às 13:07 por Anna Karenina (Patuska).
Sexta-feira, Fevereiro 10, 2006 Da Canção Enquanto brincas com Com minhas rimas desafinadas Canto em teus lábios a canção Que fiz pra te acordar Nas manhãs claras de verão. Zombas do meu desalinho No refrão do que sinto Fazendo-me compor no frio Sobre o calor que me traz quando Tua voz sorri macio em meus ouvidos. Marcamos num só passo o Mais acertado compasso e Arrastamos meditações quem em Contra-baixo gravam bocas alegres Que simplesmente se harmonizam. Canto a canção do verão No inverno ou em qualquer estação Canto pra teus olhos que se colam Em minha adocicada boca Enquanto te chamo, amor, de paixão. Patrícia Gomes Montagem: Patrícia Gomes :::Desabafado
às 18:29 por Anna Karenina (Patuska).
Quarta-feira, Fevereiro 08, 2006 A TEU PEDIDO É fato e de tão claro a mim te digo: te desejo, te quero perto, tanto e tão próximo que não possamos distinguir nossas pernas, respirações e toques. Tão quente que minha própria pele se torna a tua e me transpira com teu cheiro. Quero-te inteiro, teso, bagunçando minha face, assim como já, há muito, bagunçou meus pensamentos, deixou meu sangue em revelia nas veias que já não são só minhas. Digo que te gosto... Além do que pode se chamar de lógica, do que se queira dizer certo, se é que há algo que seja logicamente certo... Gostas de me ouvir dizer que te adoro, que sou tua, sempre, mas escorregas, cria silêncios e eu sorrio sempre, por que ainda te digo que te amo... Patrícia Gomes Imagem: Graça Loureiro :::Desabafado
às 04:17 por Anna Karenina (Patuska).
Segunda-feira, Fevereiro 06, 2006 Aos que me querem bem, em retribuição ao carinho no meu niver!!! Os dias passam e tantas coisas parecem passar juntas... Coisas ruins que vão sendo sanadas, coisas boas que acabam depressa demais... Mas há sempre algo acontecendo, pessoas se chegando devagar, outras, como se fossem um tufão, bagunçando tudo e desarranjando o coração. Pessoas que permanecem e que sempre se fazem presentes no carinho, no modo de calar, no jeito de falar, no sorriso do olhar, no exagero de palavras tortas, na força de incentivos... Eu tenho a imensa sorte de ter amigos assim, que me acompanham e que me dão mais do que acho justo, muitas vezes, receber... Amigos tantos se foram, mas até mesmo esses sempre terão seu lugar em meu coração, pois que antes de partirem compartilhamos sorrisos, alegrias e lágrimas. E após a partida, fica sempre a marca de tudo, nem que seja marcado à lágrima. Mas aos que me querem bem, aos que queiram estar ao meu lado, eu só posso agradecer tudo o que venho aprendendo ao longo de cada dia que passo com vocês. Obrigada a todos pelas mensagens carinhosas, pelas personal, pelos e-mails, ligações telefônicas, homenagens que me calaram fundo... Obrigada por estarem sempre me olhando com olhos que me vêm melhor do que sou... Patrícia :::Desabafado
às 13:05 por Anna Karenina (Patuska).
Domingo, Fevereiro 05, 2006 ![]() Virgínia Rodrigues é natural de Salvador da Bahia, cidade natal da música brasileira onde a cultura africana se mistura com as influências europeias e índias. A sua aprendizagem foi feita de uma maneira informal, crescendo a cantar em coros de igrejas católicas e protestantes e em cerimónias de Candomblé, até ser descoberta pelo Bando de Teatro Olodum que a convidou para integrar os seus espectáculos. Em 1997, durante um ensaio de ¿Verónica¿, uma representação desta companhia bahiana, alguém começou a chorar ao ouvir a voz de Virgínia Rodrigues. Essa pessoa era Caetano Veloso que, juntamente com Marcio Meirelles, encenador do Olodum, se encarregou de a dar a conhecer ao mundo. O resultado transformou-se em ¿Sol Negro¿, o seu álbum de estreia que mistura samba, jazz, percussão e violinos. Neste disco, Virgínia Rodrigues conta com as participações de Milton Nascimento, Gilberto Gil e Djavan. O aparecimento deste álbum no mercado musical mundial fez com que fosse imediatamente considerada, pelo jornal diário norte-americano The New York Times, como ¿a nova voz da música brasileira¿ e comparada por muitos a grandes divas do Jazz como Sarah Vaughn, Nina Simone e Bessie Smith. Para Caetano Veloso, a voz de Virgínia Rodrigues transcende a distinção entre música erudita e popular. :::Desabafado
às 14:37 por Anna Karenina (Patuska).
Sexta-feira, Fevereiro 03, 2006 DESÁGUE Na madrugada que amanhece rosa Lágrimas bailam pelo vidro frio Da janela que me fecha dentro De um quarto armado de branco. Nos olhos que se cerram em mistério Pesa o branco que, vazio, seca o ar... Rompendo a barreira, morna, Desliza em rastros de tristeza A lágrima verdadeira que morre Ao desaguar na boca seca que Cala em branco silêncio a palavra Surda, louca, que sangra em branco Escorrer, aqui e lá de fora... Patrícia Gomes Imagem: Frank Miller :::Desabafado
às 02:04 por Anna Karenina (Patuska).
Quarta-feira, Fevereiro 01, 2006 JABUTICABA Da jabuticaba retina acende Brilho fátuo que não identifico... Uns dizem ser obscuridade, De qualidade enigmática... Janela escancarada de alma Aflita, coisa de gente carente... Uma ingenuidade feminina, Coisas de mulher feita, com Corpo de fêmea e o som de Uma puerilidade fugaz... Amplas imagens de mim Dentro de um espelho que Não diviso tão bem quanto Os que me decifram por ele... Tento descobrir-me assim, Mas tal qual Alice, deito a correr Por vales e bailes de olhares Tantos que não são meus... Em presença muita furto-me À busca do que desconheço E no escuro bloqueio o que Nem finjo que vejo... Patrícia Gomes Imagem: Patrícia Gomes :::Desabafado
às 16:49 por Anna Karenina (Patuska).
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