Não Apresse o Rio.. Ele Corre Sozinho
..." agora sinto necessidade de palavras - e é novo para mim o que escrevo porque minha verdadeira palavra foi até agora intocada. A palavra é a minha quarta dimensão. ....Escrevo por acrobáticas e áereas piruetas - escrevo por profundamente querer falar. Embora escrever só esteja me dando a grande medida do silêncio." Clarice Lispector.

Retrato Desabafado
Nome: Patrícia Gomes
Idade: 33 anos
Niver: 04/02
Signo: Aquário, com ascendente em gêmeos e lua em peixes...
Apelidos: Paty, Patuska, Fifi, Dori,Sempre Viva, Le Fey...
Gosto de: Vinho, MPB,Poesias, Internet, Fados, Ler, Escrever, Sorrir, Chorar,Verdade,Desabafar, Velas, Banhos no escuro, Chuva, Amigos...
Não Gosto de: Mentiras, Hipocrisia, Falsidade, Intolerância,Desculpas esfarrapadas,Inveja, Orgulho, Preconceitos..


Nome: Paty
Signo: Fogo
Profissão: Sonhadora
Gosta de: Respeito, Desejo, Força, Sedução, Olhar, Beijo molhado, Vinho e de Velas.
Não gosta de: Burocracia, Falsidade, Inveja

Paty é mulher rara, destas que quando se encontra, vale como prêmio de loteria. Ela não precisa muito pra se fazer notar. Seus olhos, seu corpo, sua energia se comunicam por ela.
E pra quem acha que acabou, esperem até a moça falar. Paty seduz com o corpo e com a mente. Mas Paty não mente. É sincera. Assusta. É mulher incomum, por vezes delicada, por vezes fêmea no cio. Paty é tudo isso e muito mais. E o melhor: Paty é de verdade.

Vista pelos olhos do Lobo





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LIVROS


O Livro do Desassossego - Fernando Pessoa
Todos os Nomes - José Saramago
A Paixão Segundo G.H - Clarice Lispector
Memória de Minhas Putas Tristes

ÁLBUNS


Mares Profundos - Virgínia Rodrigues
A Música de Paulinho da Viola – Volumes 1 e 2 Teresa Cristina e Grupo Semente



.:Companheiros de Desabafo:.

Ar de Amor
A Psicodélica
BLOGrando
Embrenhada
Ensaio Geral
...Giramundo, Gira Eu, Girassol...
Louco de Lisboa
Luz da Minha Alma
Magro de Natal
Mina do Kurt
Na Boca do Lobo
O Náufrago
Pela Estrada
Sin to win
Solidão de Alma
Vergonha do Pé




Desabafos Passados




online




Sexta-feira, Junho 30, 2006




QUADRANTES PENSAMENTOS



Onde estão os
Meus quadrantes?
Em que curva
Elíptica me perdi?
Qual reta me
Leva para teus
Ondulantes pensamentos?...
E por qual
Angular caminho
Dirijo-me?
Quem sabe nos
Encontraremos insanos
Em mais uma
Louca e eletrificante
Sinapse...


Patrícia Gomes
Imagem: Lois Greenfield

:::Desabafado às 11:36 por Anna Karenina (Patuska).
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Terça-feira, Junho 27, 2006




A ERMO

Sol do
Dia que
Vai indo
Em vão
É solidão...

Patrícia Gomes
Imagem: Sergio Curtacci

:::Desabafado às 15:55 por Anna Karenina (Patuska).
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Sexta-feira, Junho 23, 2006




À HORA DO ALMOÇO

A pino do sol
Em pleno meio dia
Coloco-me à frente do
Fogão enquanto tempero
O feijão nosso de todo dia
E fico a pensar na vontade
De falar tudo de novo
De dizer algo tão novo
Que luzisse mais que o
Dia que corre ao meio
Em fervura o feijão me chama
De volta ao prumo e o estalar
Da carne na panela me lembra da
Jactância das idéias que há tanto
Estão em banho-maria...
Sem mais delongas, arrumo a
Mesa que, posta, recebe sonhos
E desejos a fora os meus.
Quem sabe os colha na molheira
Que se fez vazia?
É, quem sabe...

Patrícia Gomes
Imagem: Zoe/Zefa

:::Desabafado às 20:46 por Anna Karenina (Patuska).
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Quarta-feira, Junho 21, 2006




DESCAMINHOS

Não, já não me envergonho de ser
Meiga, muito menos de não procurar
No amor caminhos que ele não tem...
Nesse inverno que se aproxima tímido
Escorro a primavera em meus cabelos e
Banho de flores meu corpo que faço trilha de
Desejos vivos e ricos em humores que brotam
Da terra viva que cultivo em mim, que cede
À desordem do meu espírito que se rende a
Sacralidade deliciosa do caos que é amar...
Não me interessam, e acho que a mais ninguém,
Sentimentos explicados e decifrados em
Códigos simploriamente óbvios, enquanto
Tudo o que há para se conhecer do amor
É a fascinante aceitação de que ele é a
Divina graça de estancar o que aprendemos
E demos o nome de tempo...
Já não tenho vergonha de ser meiga, doce
Pois em fome voraz amo e me entrego...


Patrícia Gomes
Imagem: Olhares.com

:::Desabafado às 12:01 por Anna Karenina (Patuska).
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Segunda-feira, Junho 19, 2006




NO TEU COMPASSO...

Em teus olhos leio
O desejo que salta
E arrepia minha pele
Tuas mãos, ao tateá-la
Eriçam ainda mais o apetite
Que deixo saltar à vista
De meus lábios secos...
Umidifica-os com teu beijo
Quente e urgente e com
Teus dedos sentes em minha
Carne tenra a umidade que
Brota entre os lábios guardados...
O teu toque me estremece as
Pernas, que bambas, já não sustentam
O corpo que pulsa num frenesi e busco
Apoio no teu, me encaixando
Em tuas curvas enquanto teu hálito
Faz quente a minha nuca...
Meus seios túmidos se entregam
Á tua boca que os sugam com deleite
Enquanto me agarro aos teus cabelos
Lançando gemidos roucos pelo ar...
Na pele, que morna transpira, deixas
O rastro de tuas mãos libidinosas, que
Fazem festa na curva de meu quadril.
Procuro me encaixar ainda mais ao teu,
Mas nesse balé, só obedeço...
Tua vontade forte me vira e teus dentes
Se cravam em minha nuca, enquanto
Pulsa em minhas ancas, o teu sexo forte.
Não há mais rumo agora, muito menos
Norte ou qualquer direção que seja certa...
Tua língua em minhas costas excita
Enquanto teus dedos hábeis se misturam
Aos meus humores mais quentes e descobrem
O grelo intumescente que deseja mais...
No arco que fazes com meu corpo, já não vejo
O que advém, mas sinto a língua em recantos
Que não me permitem o império do silêncio...
E num gemido tímido que se atreve a fugir
Deixo claro minha urgência em te sentir...
Já não há rédeas para o desejo e sinto forte
O pulsar de teu falo em meu sexo e num
Estrondo, de gemidos loucos, faz-se gozo
O balé dos corpos ardentes...

Patrícia Gomes
Imagem: Shift Photo

:::Desabafado às 10:22 por Anna Karenina (Patuska).
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Sexta-feira, Junho 16, 2006




BEM LEVE

Na delicadeza da morna
Tarde deixo o calor das
Rimas fáceis me abrasar
E em pequenas verves
Deixo a poesia brotar
De leve
Bem de leve...


Patrícia Gomes
Imagem: Ali Seena

:::Desabafado às 01:08 por Anna Karenina (Patuska).
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Quarta-feira, Junho 14, 2006





Falando de dias...


Nunca fui uma pessoa afeita às datas, a me sincronizar a elas. Uma amiga dizia que é por ser aquariana que não gosto dos limites impostos pelas datas comemorativas. Pode até ser, mas o que sei mesmo é que não ligo para isso. Dia das Mães, por exemplo, pra mim, é todo dia, não preciso fazer um carinho, presentear somente no segundo domingo de maio. Mas também entendo a necessidade que muitos têm de aproveitar o dia.
Ontem foi o Dia dos Namorados. E esta é uma data que realmente eu nunca havia ¿comemorado¿, muitas vezes escrevi sobre ela, tantas sem o olhar romântico que ela evoca ou algo do gênero, algumas poucas com uma pitada de despeito pelo o que ele dolorosamente me recordava: uma certa falta.
Mas ontem aconteceu de novo o dia, e foi diferente de todos os outros que eu tive. Diferente porque recebi rosas, jantei a luz de velas, dancei, ri, brinquei e tive a companhia de um amor. Um amor que tem me feito companhia todos os dias, seja com um beijo, ou com uma ligação de bom dia pela manhã.
Mas o que mais me impressionou foi justamente a ausência do dia em si! Não foi um dia diferente porque dataram comercialmente que ele seria, apesar da data, de toda a correria na cidade, da troca de presentes que sempre se faz. Não, foi diferente pelo cuidado dado, pelo carinho trocado e pela certeza de que momentos assim, podem ser diários, algo que se dê todos os dias. Não por ter um jantar à luz de velas, mas porque todos os dias podem ser mágicos. Até mesmo quando a rotina se instala, há algo de único no ar. É só a nossa forma de olhar que muda, já que muitas vezes colocamos a venda da realidade e sempre lembramos do velho ditado: Quando a necessidade bate à porta, o amor sai pela janela¿...
A vida não é um mar de rosas, a vida a dois não é uma rosa pura, delicada e perfumada apenas, tem seus espinhos e tem que ser manipulada com cuidado, como tudo o mais, mas o especial é saber aprender mutuamente como olhar essa rosa e desviar de seus espinhos. Nada de redomas de vidro! Nem se precisa de luvas... Basta ter a maleabilidade de saber ceder, de entender a liberdade e o jeito do outro. Cada ser é um e cada qual tem suas manias, seus jeitos e trejeitos, uma forma de se aconchegar e o aprender a dois, é justamente saber aceitar isso e irem se moldando um ao outro, sem nunca precisarem achar que precisam mergulhar no outro que é especial...
Podem sim, se misturar como uma espécie de óleo trifásico, mas sabendo que em seguida, cada um estará no seu devido lugar, separados e juntos...
Ontem foi um dia especial, não por ser o dia dos namorados oficial, mas por ter sido mais um dia de cumplicidade e carinho, assim como espero que tenha sido o dia de todos, acompanhados ou mesmo sozinhos...

Patrícia Gomes
Imagem: Jean Carlo
Udi, 13/06/06.

:::Desabafado às 00:50 por Anna Karenina (Patuska).
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Terça-feira, Junho 13, 2006





É, não pude deixar de ouvir os pedidos carinhosos que me chegaram por e-mail, ao presente lindo de ter uma comunidade criada em minha homenagem, de muitos amigos ligando dizendo que sentem falta das minhas palavras.
Deixei que o Alma fosse embora por achar que aqui não havia mais a interação que eu sempre amei, pois não é só elogios que busco, quero a troca verdadeira, real. Gosto de críticas e de saber se ajudo ou se incomodo.
Obrigada a todos vocês, meus amigos, que me trouxeram de volta a esse sonho que tem sua alma totalmente nova...
E por aqui fico....

:::Desabafado às 12:50 por Anna Karenina (Patuska).
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