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Sexta-feira, Junho 30, 2006
QUADRANTES PENSAMENTOS Onde estão os Meus quadrantes? Em que curva Elíptica me perdi? Qual reta me Leva para teus Ondulantes pensamentos?... E por qual Angular caminho Dirijo-me? Quem sabe nos Encontraremos insanos Em mais uma Louca e eletrificante Sinapse... Patrícia Gomes Imagem: Lois Greenfield :::Desabafado
às 11:36 por Anna Karenina (Patuska).
Terça-feira, Junho 27, 2006
A ERMO Sol do Dia que Vai indo Em vão É solidão... Patrícia Gomes Imagem: Sergio Curtacci :::Desabafado
às 15:55 por Anna Karenina (Patuska).
Sexta-feira, Junho 23, 2006
À HORA DO ALMOÇO A pino do sol Em pleno meio dia Coloco-me à frente do Fogão enquanto tempero O feijão nosso de todo dia E fico a pensar na vontade De falar tudo de novo De dizer algo tão novo Que luzisse mais que o Dia que corre ao meio Em fervura o feijão me chama De volta ao prumo e o estalar Da carne na panela me lembra da Jactância das idéias que há tanto Estão em banho-maria... Sem mais delongas, arrumo a Mesa que, posta, recebe sonhos E desejos a fora os meus. Quem sabe os colha na molheira Que se fez vazia? É, quem sabe... Patrícia Gomes Imagem: Zoe/Zefa :::Desabafado
às 20:46 por Anna Karenina (Patuska).
Quarta-feira, Junho 21, 2006
DESCAMINHOS Não, já não me envergonho de ser Meiga, muito menos de não procurar No amor caminhos que ele não tem... Nesse inverno que se aproxima tímido Escorro a primavera em meus cabelos e Banho de flores meu corpo que faço trilha de Desejos vivos e ricos em humores que brotam Da terra viva que cultivo em mim, que cede À desordem do meu espírito que se rende a Sacralidade deliciosa do caos que é amar... Não me interessam, e acho que a mais ninguém, Sentimentos explicados e decifrados em Códigos simploriamente óbvios, enquanto Tudo o que há para se conhecer do amor É a fascinante aceitação de que ele é a Divina graça de estancar o que aprendemos E demos o nome de tempo... Já não tenho vergonha de ser meiga, doce Pois em fome voraz amo e me entrego... Patrícia Gomes Imagem: Olhares.com :::Desabafado
às 12:01 por Anna Karenina (Patuska).
Segunda-feira, Junho 19, 2006
NO TEU COMPASSO... Em teus olhos leio O desejo que salta E arrepia minha pele Tuas mãos, ao tateá-la Eriçam ainda mais o apetite Que deixo saltar à vista De meus lábios secos... Umidifica-os com teu beijo Quente e urgente e com Teus dedos sentes em minha Carne tenra a umidade que Brota entre os lábios guardados... O teu toque me estremece as Pernas, que bambas, já não sustentam O corpo que pulsa num frenesi e busco Apoio no teu, me encaixando Em tuas curvas enquanto teu hálito Faz quente a minha nuca... Meus seios túmidos se entregam Á tua boca que os sugam com deleite Enquanto me agarro aos teus cabelos Lançando gemidos roucos pelo ar... Na pele, que morna transpira, deixas O rastro de tuas mãos libidinosas, que Fazem festa na curva de meu quadril. Procuro me encaixar ainda mais ao teu, Mas nesse balé, só obedeço... Tua vontade forte me vira e teus dentes Se cravam em minha nuca, enquanto Pulsa em minhas ancas, o teu sexo forte. Não há mais rumo agora, muito menos Norte ou qualquer direção que seja certa... Tua língua em minhas costas excita Enquanto teus dedos hábeis se misturam Aos meus humores mais quentes e descobrem O grelo intumescente que deseja mais... No arco que fazes com meu corpo, já não vejo O que advém, mas sinto a língua em recantos Que não me permitem o império do silêncio... E num gemido tímido que se atreve a fugir Deixo claro minha urgência em te sentir... Já não há rédeas para o desejo e sinto forte O pulsar de teu falo em meu sexo e num Estrondo, de gemidos loucos, faz-se gozo O balé dos corpos ardentes... Patrícia Gomes Imagem: Shift Photo :::Desabafado
às 10:22 por Anna Karenina (Patuska).
Sexta-feira, Junho 16, 2006
BEM LEVE Na delicadeza da morna Tarde deixo o calor das Rimas fáceis me abrasar E em pequenas verves Deixo a poesia brotar De leve Bem de leve... Patrícia Gomes Imagem: Ali Seena :::Desabafado
às 01:08 por Anna Karenina (Patuska).
Quarta-feira, Junho 14, 2006 Falando de dias... Nunca fui uma pessoa afeita às datas, a me sincronizar a elas. Uma amiga dizia que é por ser aquariana que não gosto dos limites impostos pelas datas comemorativas. Pode até ser, mas o que sei mesmo é que não ligo para isso. Dia das Mães, por exemplo, pra mim, é todo dia, não preciso fazer um carinho, presentear somente no segundo domingo de maio. Mas também entendo a necessidade que muitos têm de aproveitar o dia. Ontem foi o Dia dos Namorados. E esta é uma data que realmente eu nunca havia ¿comemorado¿, muitas vezes escrevi sobre ela, tantas sem o olhar romântico que ela evoca ou algo do gênero, algumas poucas com uma pitada de despeito pelo o que ele dolorosamente me recordava: uma certa falta. Mas ontem aconteceu de novo o dia, e foi diferente de todos os outros que eu tive. Diferente porque recebi rosas, jantei a luz de velas, dancei, ri, brinquei e tive a companhia de um amor. Um amor que tem me feito companhia todos os dias, seja com um beijo, ou com uma ligação de bom dia pela manhã. Mas o que mais me impressionou foi justamente a ausência do dia em si! Não foi um dia diferente porque dataram comercialmente que ele seria, apesar da data, de toda a correria na cidade, da troca de presentes que sempre se faz. Não, foi diferente pelo cuidado dado, pelo carinho trocado e pela certeza de que momentos assim, podem ser diários, algo que se dê todos os dias. Não por ter um jantar à luz de velas, mas porque todos os dias podem ser mágicos. Até mesmo quando a rotina se instala, há algo de único no ar. É só a nossa forma de olhar que muda, já que muitas vezes colocamos a venda da realidade e sempre lembramos do velho ditado: Quando a necessidade bate à porta, o amor sai pela janela¿... A vida não é um mar de rosas, a vida a dois não é uma rosa pura, delicada e perfumada apenas, tem seus espinhos e tem que ser manipulada com cuidado, como tudo o mais, mas o especial é saber aprender mutuamente como olhar essa rosa e desviar de seus espinhos. Nada de redomas de vidro! Nem se precisa de luvas... Basta ter a maleabilidade de saber ceder, de entender a liberdade e o jeito do outro. Cada ser é um e cada qual tem suas manias, seus jeitos e trejeitos, uma forma de se aconchegar e o aprender a dois, é justamente saber aceitar isso e irem se moldando um ao outro, sem nunca precisarem achar que precisam mergulhar no outro que é especial... Podem sim, se misturar como uma espécie de óleo trifásico, mas sabendo que em seguida, cada um estará no seu devido lugar, separados e juntos... Ontem foi um dia especial, não por ser o dia dos namorados oficial, mas por ter sido mais um dia de cumplicidade e carinho, assim como espero que tenha sido o dia de todos, acompanhados ou mesmo sozinhos... Patrícia Gomes Imagem: Jean Carlo Udi, 13/06/06. :::Desabafado
às 00:50 por Anna Karenina (Patuska).
Terça-feira, Junho 13, 2006 É, não pude deixar de ouvir os pedidos carinhosos que me chegaram por e-mail, ao presente lindo de ter uma comunidade criada em minha homenagem, de muitos amigos ligando dizendo que sentem falta das minhas palavras. Deixei que o Alma fosse embora por achar que aqui não havia mais a interação que eu sempre amei, pois não é só elogios que busco, quero a troca verdadeira, real. Gosto de críticas e de saber se ajudo ou se incomodo. Obrigada a todos vocês, meus amigos, que me trouxeram de volta a esse sonho que tem sua alma totalmente nova... E por aqui fico.... :::Desabafado
às 12:50 por Anna Karenina (Patuska).
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